sábado, 8 de maio de 2021
Inicio das operações da faixa FM estendo foi oficializada no Brasil em 5 capitais
EBC inaugura banda estendida de FM e estreia programação em 5 capitais
![]() |
| Foto: Marcelo Casal jr. Agencia Brasil |
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) deu incio no dia 07 de Maio de 2021 , em cinco capitais brasileiras, na chamada banda estendida FM. A nova frequência de transmissão é a 87.1 FM. Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Recife já podem sintonizar na nova frequência.
No evento de inauguração da banda estendida, o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, celebrou "o trabalho cooperativo e o empenho dos agentes públicos que demonstra resultado efetivo". O presidente da EBC, Glen Valente, recebeu um certificado de pioneirismo concedido pelo governo federal em reconhecimento aos serviços de radiodifusão da empresa.
"Hoje é um dia histórico que reforça nosso compromisso com as plataformas. Muito trabalho, muita dedicação para conseguir esse momento histórico da Semana das Comunicações", afirmou o presidente.
"Com essa ampliação, teremos mais 60 canais de rádio [de todo o país] - atendendo a uma demanda antiga do setor. Tudo isso só foi possível graças aos esforços da equipe de radiodifusão do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Mais uma vez, o governo demonstra sensibilidade com o setor, garantindo a continuidade das transmissões de rádio", afirmou o ministro das Comunicações, Fábio Faria, por meio de mensagem divulgada por ocasião da inauguração das transmissões.
No Rio de Janeiro, a 87.1 FM veiculará a tradicional Rádio Nacional - que mantém também a programação em AM. Nas outras cidades, a grade será composta por produções das três emissoras: Rádio Nacional AM, Rádio Nacional FM e Rádio MEC. “Teremos uma mostra bem variada do potencial do que é feito nas emissoras de rádio da EBC”, afirmou o gerente executivo da Rádio Nacional, Luciano Seixas.
Banda de TV e rádio. Segundo o secretário de Radiodifusão, a frequência dos antigos canais 5 e 6 de televisão aberta coincide com o espectro necessário para as rádios. A banda FM atualmente funciona de 88 a 108 megahertz (MHz). Com o desligamento analógico, a banda passará a ser de 76 a 108 MHz - exatamente os 12 MHz que anteriormente eram ocupados pelos canais desativados. Esse processo de ampliação é chamado de banda estendida FM.
Fim da AM? Martinhão argumenta que a ação, ao contrário do que possa parecer, não significa a extinção das rádios que operam em AM, mas a adequação às funções originalmente pensadas para a frequência. “Em um país com dimensões continentais, eu ouso dizer que a AM tem uma função importantíssima - de levar informação aos rincões brasileiros. O que estamos fazendo é ajustando o uso das frequências de acordo com suas funções, algo que vem sendo pedido pela sociedade há muito tempo”, explicou.
AGENCIA BRASIL
terça-feira, 27 de abril de 2021
Confirmação da estreia do dial FM estendido em São Paulo movimenta mercado
Rádio Capital e Rádio Cultura Brasil 2000 estão confirmadas para iniciarem suas transmissões em FM a partir de maio. Estruturas já estão prontas
O tudoradio.com acompanhou na última sexta-feira (24) a movimentação relacionada ao primeiro passo prático da migração AM-FM no maior mercado de rádio da América Latina. Duas estações já confirmaram publicamente o início de suas operações na chamada “faixa estendida do FM (eFM)”, que será destinada às emissoras originadas no AM e que optaram pela migração. As estruturas de FM das emissoras Rádio Capital AM 1040 e Rádio Cultura Brasil AM 1200 já estão prontas e a expectativa é que iniciem as transmissões a partir de maio.
A Rádio Capital, em entrevista na sexta (24) com Vinícius Oliveira Caram, superintendente de outorga da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), confirmou que irá iniciar os seus trabalhos no dial FM a partir do dia 5 de maio. A frequência que será utilizada pela estação será a 77.5 FM e a estrutura de transmissão já está pronta, visível para quem transita pela Avenida Bernardino de Campos, na altura do viaduto da 23 de Maio e da estação Paraíso do metrô.
Os quatro elementos destinados à transmissão da Rádio Capital em 77.5 FM estão na mesma estrutura onde funciona o link de comunicação entre a sede da rádio e a torre da 1040 AM.
Antena de transmissão FM da Rádio Capital / Crédito: Maurício Viel
Já a Rádio Cultura Brasil, ligada à Fundação Padre Anchieta, não anunciou a data em que iniciará a transmissão em FM, mas a expectativa é de que também seja no dia 5. A estrutura, localizada na região do Sumaré, já está pronta. Em contato com o tudoradio.com, representantes da emissora afirmaram que a frequência destinada para a Cultura Brasil será 77.9 FM. Ou seja, as duas primeiras migrantes AM-FM no dial estendido serão "vizinhas de sintonia".
Antena de transmissão FM da Rádio Cultura Brasil (antena amarela - detalhe na imagem localizada à direita), instalada na mesma torre da Cultura FM 103.3 / Crédito: Maurício Viel
Segundo o que apurou o tudoradio.com, essas transmissões a partir de maio serão em caráter científico, inaugurando a nova faixa. São transmissões em menor potência do que será na autorização definitiva. E a tendência é de que as demais estações migrantes AM-FM já sejam ativadas através de suas estruturas definitivas, de alta potência.
Migração AM-FM entrará na reta final
De acordo com informações levantadas pela redação, há a expectativa de que o próximo mês também marque o início das atividades de outras migrantes em eFM, como a Rádio Jornal AM 780 do Recife, além das duas emissoras de São Paulo já citadas nesta matéria.
A primeira transmissão oficial em eFM foi realizada em 2014, na sintonia 84.7 FM. Na ocasião, que foi 1 ano após a assinatura que marcou o inicio do processo de migração AM-FM no país, foi repetido em São Paulo o sinal da Jovem Pan News AM 620. Na última consulta pública o canal 84.7 FM foi destinado à migração AM-FM de Guarulhos.
Essas novidades marcam o uso da faixa FM estendida (76.1 FM a 87.3 FM), que ampliará a faixa de FM já existente (87.5 FM a 107.9 FM). Também há a expectativa do mercado sobre as definições da última consulta pública sobre os canais de migração em diferentes regiões do país
Fonte: tudo rádio
quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Testes da Rádio Nacional da Amazônia no sistema Digital DRM
Está sendo utilizado um transmissor de 2,5 kW desenvolvido e produzido em Porto Alegre pela BT Transmitters. Nesse primeiro momento, a potência é de apenas 1 kW. O equipamento está acoplado a uma das antenas da Rádio Nacional da Amazônia, no Parque do Rodeador, em Brasília. Ajustes ainda estão sendo feitos, pois, como diz o nome, é uma transmissão experimental.
Trata-se de uma iniciativa da Universidade de Brasília (UnB) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações com o apoio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Além de som de qualidade, o rádio digital DRM permite o envio de imagens aos receptores.
O teste foi ouvida em alguns países em seu primeiro e segundo dia de testes nos websdr. O sinal tem regular sintonia entre a tardinha e a noite.
Texto e foto de Lucio Haeser
blog radiolab.blog.br.
terça-feira, 15 de setembro de 2020
Escuta da RÁDIO BRASIL CENTRAL em Onda Tropical na Paraíba
A Rádio Brasil Central, ou simplesmente RBC, é uma emissora de rádio brasileira da cidade de Goiânia, no estado de Goiás. Ela opera na frequência de 1270 kHz AM, 11815 kHz (OC) e 4985 kHz (OT), podendo, por meio dessas duas últimas frequências, um longo alcance, chegando a todo o território nacional, o que deu a ela um reconhecimento em todo o país.
PREFIXOS USADOS:
ZYH 753 - 1270 kHz (AM)
ZYE 440 - 11.815 kHz (OC)
ZYF 690 - 4.985 kHz (OT)
terça-feira, 25 de agosto de 2020
Os 95 anos da Rádio Mitre AM 790: história de uma estação quase tão antiga quanto o rádio na Argentina
É quase a mesma idade do rádio argentino. 27 de agosto de 2020 marcará um século desde a primeira transmissão de rádio - do terraço do Teatro Coliseo - e, neste contexto, a Rádio Mitre comemora 95 anos de ar ininterrupto.
A estação que a família Mitre fundou teve sua primeira transmissão em 16 de agosto de 1925. O primeiro nome que teve era LOZ Broadcasting La Nación. As primeiras emissões foram no bairro das Flores (Boyacá às 400).
Uma segunda sede nos Estados Unidos em 1816, outra na Flórida 341, depois outra em Arenales 1925 e depois em Maipú 555 ... Há mais de três décadas Mitre encontrou uma "casa" da qual já não se muda: Mansilla 2668.
Muitos dos números de hoje são "vitalícios". Um dos grandes exemplos é Magdalena Ruiz Guiñazú , que começou em Mitre em 1987, continuou sem interrupções até 2007 e voltou em 2013. Ela Magdalena muito precoce passou por trechos da história nacional, como os ataques à Embaixada de Israel e à AMIA, a aquisição de La Tablada, o assassinato de José Luis Cabezas ...
Marcelo longobardi é outro dos casos de relacionamento antigo com a emissora. Ele ingressou na Mitre em 1982 como produtor. Esse foi seu primeiro trabalho no jornalismo. Em 1985 ele deixou a estação e voltou em 2013 para se tornar líder do dial na primeira manhã.
Nacionalizado durante o governo de Juan Domingo Perón, mais tarde Julio Moyano promoveu um perfil jornalístico da emissora. Foi durante sua gestão que começou a ganhar corpo o slogan informativo que identifica o rádio: "Mitre informa primeiro".
Vozes inesquecíveis que deixaram de marcar o pulso e se tornaram indeléveis - Guillermo Brizuela Méndez, Pipo Mancera, Néstor Ibarra, Jorge Guinzburg, Juan Carlos Mareco, Juan Carlos Pascual, Juan Alberto Badía, Juan Carlos Altavista, Graciela Mancuso, Pepe Eliaschev, Débora Pérez Volpin e centenas mais.
As transmissões de futebol de ontem e de hoje, as faixas desportivas (do Sport 80 ao desportivo Super Mitre ), o contacto permanente com o ouvinte, a tecnologia que avançava e complementava para tornar o rádio um dial possível até na Nova Zelândia. A presença de Mitre foi em crescendo a níveis inesperados.
Em tempos de pandemia, o rádio reorganizou seu modo. Protocolo rígido, painéis de acrílico, faixas para o queixo, álcool gel e algumas outras ferramentas para se proteger sem esquecer o essencial: informar e entreter o tempo todo.
Desde aquele agosto de 1925, o ouvinte passou por incontáveis dispositivos. Em qualquer aparelho que fosse, o ar de Mitre nunca parava.
No sétimo mês deste ano, Mitre voltou a ocupar o primeiro lugar e foi o mais ouvido com 39,9% do on de segunda a sexta-feira.
No Facebook, a estação tem mais de um milhão e meio de seguidores. O Instagram e o YouTube possibilitam conteúdos novos e complementares.
Fonte: https://www.clarin.com/
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
EBC abre pregão para adquirir novos transmissores para implantar Rádio Nacional em todo o país
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realizou pregão eletrônico para a compra de 10 transmissores de rádio em FM, um em AM e dois em ondas curtas. Além de renovar os atuais parques de transmissão das rádios Nacional e MEC, estão previstas sete novas rádios FM, sendo duas no Nordeste (uma delas em São Luís-MA) e uma para cada região: Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Além desses, há a previsão de um novo canal específico para o Rio, provavelmente uma Rádio Nacional em FM. Pode-se então especular que o outro canal do Sudeste será em São Paulo, onde já há a operação da TV Brasil, também da EBC. O total estimado a ser investido é de quase R$ 30 milhões.
O pregão eletrônico número 13/2020, realizado na última quinta-feira (13/08/20), faz parte do processo administrativo 1166, publicado originalmente em abril. Na época, o texto previa um transmissor em FM para a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, sendo que hoje a rádio opera somente no AM e não entrou com pedido de migração ao FM. Mais do que isso, chamou a atenção o fato de o canal destinado, 94,1 mHz, ser hoje ocupado pela Rádio Roquette Pinto, operada pelo estado do Rio, governado por Wilson Witzel, com quem a presidência da República tem tido relação atribulada. Na nova publicação não há definição de canal a ser utilizado.
No texto de abril, havia a previsão de três transmissores para a Região Sul (reduzido agora para um); e três para o Nordeste (reduzido para dois). No sentido contrário da diminuição de canais, houve o aumento nas potências anunciadas para os novos canais (veja tabela abaixo).
Todos os equipamentos a serem comprados deverão estar preparados para a implantação do rádio digital nos sistemas DRM ou HD Radio. Para a Rádio Nacional da Amazônia, a única que opera em ondas curtas, estão previstos dois transmissores de 100 kW. Na faixa de ondas curtas, o sistema DRM é a única opção no modo digital. A compra prevê potência de 100 kW, quando a emissora tem licença para operar com 250 kW em cada canal.
É fato que o alcance no modo digital necessita de bem menos potência para atingir a mesma área de cobertura, o que provocaria enorme economia de energia. No entanto, isso não quer dizer que haja sinais de que o atual governo pretenda se empenhar pela implantação do rádio digital.
Da mesma forma, a Rádio Nacional AM de Brasília tem previsão de compra de um equipamento de 100 kW para operação noturna, mas a sua licença de operação prevê a potência de 600 kW. Essa força toda era usada nos anos 70, quando, à noite, a rádio era captada em todo o país. Mas problemas técnicos e falta de peças de reposição foram precarizando os transmissores. A operação diurna é e sempre foi de 50 kW. Essa é uma parte da história.
Existe outro processo importante a ser lembrado. Há menos de três meses, em 21 de maio de 2020, a EBC foi qualificada para o programa de privatizações do governo. O Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da presidência da República determinou a realização de estudos e a avaliação de alternativas de parcerias da EBC com a iniciativa privada, além de propor ganhos de eficiência e resultados para a empresa a fim de garantir a sua sustentabilidade econômica. O prazo para conclusão dos trabalhos é de seis meses, prorrogáveis pelo mesmo período.
Irá a EBC investir agora para logo em seguida ser privatizada? Só a idéia de privatizar a comunicação pública ou estatal já é absurda o suficiente. Mas a dúvida sincera que surge é: estão melhorando o produto para torná-lo mais atraente a possíveis investidores?
A Rádio Nacional já teve emissoras em diversos estados do Norte e Nordeste, mas a então Radiobrás se desfez das rádios durante o governo do presidente José Sarney. Canais do Rio e São Paulo também foram abandonados.
A implantação do rádio digital vem sendo debatida no Brasil desde os anos 1990. Enquanto a TV começou a ser digitalizada em 2008, para o rádio, após alguns testes mal feitos por volta de 2006, não houve escolha por nenhum padrão. Em vez de digitalizar o rádio, uma concessão foi feita ao setor em 2013, com o início do processo de migração das emissoras AM para o FM. A medida era reivindicada fortemente pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Na época, o ministro das Comunicações do governo Dilma era Paulo Bernardo, que avalizou o processo.
Não é demais recordar que a Constituição prevê a complementariedade entre os sistemas privado, estatal e público de radiodifusão. E a comunicação pública e muito menos a estatal têm o lucro como finalidade. Atender os povos do interior da Amazônia com uma rádio, por exemplo, não traz lucro, mas é de grande interesse para, no mínimo, 14 milhões de ribeirinhos. Para muitos deles, a onda curta da Rádio Nacional da Amazônia é o único meio de comunicação disponível.
A EBC foi criada em 2008, durante o governo Lula, incorporando os patrimônios, concessões e pessoal da Radiobrás (TVs Nacional de Brasília e São Luís, rádios Nacional do Rio, Brasília, Amazônia e Tabatinga, Agência Brasil e Radioagência Nacional), TVE do Rio e rádios MEC do Rio e de Brasília.
Na época, a intenção do governo Lula era, dando vida ao texto constitucional, tornar a EBC o embrião da comunicação pública no Brasil, com a participação da sociedade nas diretrizes das programações, organização de rede, entre outras iniciativas. Isto estava sendo feito. O foco era o cidadão.
No entanto, ao assumir a presidência, Michel Temer acabou com o conselho curador que ajudava a EBC a desempenhar a comunicação pública. Sem mencionar a absurda destituição do então presidente da empresa, Ricardo Melo, que tinha direito legítimo de seguir ocupando o cargo. De lá para cá, as coisas só pioraram. Radiodifusão estatal e pública voltaram a se misturar.
(Na foto, a torre da Rádio Nacional AM 980 de Brasília)
Transmissores a serem comprados pela EBC:
Emissoras já em funcionamento
Novo transmissor de 40 kW para a Nacional FM de Brasília
Dois novos transmissores de 100 kW em Ondas Curtas cada para a Rádio Nacional da Amazônia
Novo transmissor AM de 100 kW para a operação noturna da Rádio Nacional AM de Brasília.
Novo transmissor de 40 kW para a MEC FM do Rio
Novo transmissor de 10kW para a Rádio Nacional do Alto Solimões
Novas emissoras;
FM de 35 kW no Rio
FM de 12 kW para a Rádio Nacional em São Luís
FM de 5 kW para a Região Norte
FM de 3 kW para a Região Nordeste
FM de 3 kW para a Região Centro-Oeste
FM de 30 kW para a Região Sudeste
FM de 20 kW para a Região Sul
Fonte: https://radiolab.blog.br/










