domingo, 1 de novembro de 2026

Anatel libera 15+15 MHz nos 1.9 e 2.1Ghz à Starlink para conexão direta a celulares

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta sexta-feira, dia 9, a concessão de 15+15 MHz de espectro na banda S à Starlink para aplicações de comunicação direta entre satélites e dispositivos móveis (direct-to-device, ou D2D). A decisão, tomada por quatro votos a um pelo Conselho Diretor, estabelece prazos distintos para o uso das frequências e determina alterações na autorização da SpaceMobile, sistema de satélites da AST SpaceMobile.

A Starlink poderá utilizar 10+10 MHz até 10 de fevereiro de 2038, nas subfaixas de 1.980 MHz a 1.990 MHz, para transmissão da Terra ao espaço, e de 2.170 MHz a 2.180 MHz, para transmissão dos satélites à Terra. Outros 5+5 MHz, compreendidos entre 1.990 MHz e 1.995 MHz e entre 2.180 MHz e 2.185 MHz, foram autorizados excepcionalmente até 5 de junho de 2029.

A empresa havia solicitado inicialmente 30+30 MHz, correspondentes à totalidade das frequências da banda S disponíveis para essas aplicações no Brasil. Posteriormente, apresentou pedido subsidiário de 15+15 MHz, aceito pelo Conselho Diretor.

A decisão consta do Acórdão nº 265/2026, relatado pelo conselheiro Alexandre Freire. O presidente da agência, Carlos Baigorri, o conselheiro Octavio Pieranti e a conselheira substituta Suzana Rodrigues acompanharam o relator. Edson Holanda votou contra.


Anatel estabelece período de transição na banda S

A autorização considera a reorganização da banda S determinada pelo Acórdão nº 137, de maio de 2026. Na ocasião, a Anatel decidiu dividir o espectro em três blocos de 10+10 MHz, limitando a exploração a um bloco por empresa.

O novo julgamento preserva esse modelo, mas admite uma exceção temporária para a Starlink. Segundo Alexandre Freire, a decisão considera os benefícios técnicos de utilizar 15 MHz contíguos e a existência de um acordo de coordenação entre a SpaceX e a EchoStar, detentora de prioridade sobre as frequências envolvidas.

O prazo de junho de 2029 coincide com o encerramento do direito de exploração da EchoStar nas subfaixas correspondentes. Até essa data, a Starlink poderá operar com maior largura de banda, devendo posteriormente se adaptar à configuração de 10+10 MHz.

Freire afirmou, na análise que fundamentou a decisão, que o arranjo transitório poderá funcionar como “um ambiente experimental controlado”, permitindo à agência reunir informações sobre o desempenho de sistemas D2D com diferentes larguras de faixa.

A experiência também poderá subsidiar futuras revisões da política de uso da banda S, cujo período de transição regulatória está previsto para terminar em 2030.


Autorização da SpaceMobile também será alterada

O Conselho Diretor determinou que a Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação (SOR) modifique o direito de exploração da SpaceMobile, concedido em junho de 2026.

A autorização passará a contemplar as subfaixas de 1.995 MHz a 2.000 MHz e de 2.185 MHz a 2.190 MHz até 5 de junho de 2029. Outros 10+10 MHz, nas faixas de 2.000 MHz a 2.010 MHz e de 2.190 MHz a 2.200 MHz, permanecerão autorizados até 19 de setembro de 2039.

A alteração busca reduzir a sobreposição entre os sistemas e facilitar a coordenação de frequências. Durante a instrução do processo, a AST SpaceMobile manifestou concordância com a alternativa apresentada pelo relator.

A mudança será realizada pela SOR, sem nova cobrança de preço público ou necessidade de outra deliberação do Conselho Diretor.

A Anatel também determinou que, para novos direitos de exploração e prorrogações envolvendo sistemas satelitais dedicados à Internet das Coisas (IoT), a área técnica priorize o bloco central da banda S, formado pelas frequências de 1.990 MHz a 2.000 MHz e de 2.180 MHz a 2.190 MHz.


Starlink prevê satélites V2 Mobile a partir de 2027

O pedido da Starlink está associado à segunda geração de sua operação D2D, que prevê serviços de voz, mensagens SMS e conectividade em banda larga diretamente por satélite.

Segundo a documentação examinada pela Anatel, a implantação dos satélites V2 Mobile está prevista para começar em 2027. A autorização concedida nos Estados Unidos permite operações internacionais na banda S com até 7.500 satélites de segunda geração.

Por esse motivo, o Conselho Diretor decidiu conferir um novo direito de exploração específico para a banda S, em vez de apenas modificar a autorização atualmente vigente da constelação Starlink, que termina em 28 de março de 2027.

A análise do relator também estabelece como parâmetro de entrada em operação o lançamento de pelo menos 750 satélites em dois anos, equivalentes a 10% da constelação considerada na nova outorga.

A expedição do ato de autorização dependerá da comprovação do pagamento de R$ 102.677. O direito será concedido sem exclusividade, para operação em todo o território nacional, observadas as condições técnicas e de coordenação aplicáveis.


FONTE: telesintese

https://telesintese.com.br/anatel-libera-1515-mhz-a-starlink-para-conexao-direta-a-celulares/

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Fim da Rádio Medi1 171 Khz de Onda Longa



O amigo Tarek Zeidan, informa desde o Egito, que a Rádio Medi1 TV, Marrocos, implodiu na tarde de dia 28 de outubro de 2026, o seu parque de antenas de rádio em Ondas Longas, da Estação Medi 171 Khz. 

Os sinais nas Ondas Longas já estavam desligados há um bom tempo, e a estação resolveu não investir mais na estação. 

Os serviços da Medi1 agora são oferecidos em tempo real pelo Satélite Nile1, HoTBird13 e outras 48 estações de rádio regionais no FM. 




domingo, 11 de outubro de 2026

FMs da Paraíba sobe potências e mudam de canais

 

No estado da Paraíba algumas emissoras do dial FM tem aumento de potência e alteração de canais aprovadas pela Anatel,  além  dos aumentos de potências tem novas emissora no dial para ir ao ar como Serrana FM 104,5Mhz  de Araruna - PB e a Rádio Sanhauá FM 90.1Mhz de Bayeux - PB. 

Os aumentos de potencia são as seguintes emissoras; 

1. Rádio Sucesso FM 92.9 de João Pessoa, concessão de Santa Rita sai dos 4kw ERP para 25Kw.

2. Radio Câmara de João Pessoa 88.7 sai de classe C 300w para B2 1.1Kw ERP.

3. POP FM João Pessoa 89.3 muda o canal e vai para 92.5Mhz com 11kw ERP.

4. POP CARIRI de Campina Grande sai de 101,1Mhz para 96,7Mhz com 6kw ERP.

5. CÉU FM de Campina Grande, Concessão de Lagoa Seca 102.7Mhz altera classe para A4 com 2kw ERP.

6. Consolação 92.3 de Mamanguape, muda de classe sai de 1Kw para 7kw ERP em novo Canal 100.1Mhz .

Essas são algumas que estão se movimento na Paraíba, existe também novidades nos estados vinhos como Pernambuco e Rio Grande do Norte que não citamos nessa matéria. 

Ainda tem uma AM que pediu aumento de potência; Rede FÉ AM de Esperança - PB irá operar com 8kw ERP no AM 1310Khz.

Jovem Pan expande TV aberta para quatro cidades, fique sabendo quais localidades

 

A Jovem Pan chegará a mais quatro cidades com sua operação de TV aberta.

A Jovem Pan ampliou sua presença na televisão aberta com a chegada do sinal a Goiânia (GO), Anápolis (GO), Uberlândia (MG) e Maricá (RJ). Com as quatro novas cidades, a emissora passa a contar com 12 praças distribuídas por nove estados brasileiros, segundo comunicado enviado à imprensa. Juntas, as novas localidades reúnem mais de 2,9 milhões de habitantes, conforme estimativas do IBGE apresentadas pela empresa.

As transmissões começaram em 30 de setembro em Goiânia, pelo canal 11.1, Anápolis, no 26.1, e Uberlândia, no 15.1. Já em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a programação entrou no ar em 2 de outubro, pelo canal 49.1. A expansão faz parte da parceria da Jovem Pan com a TV Goiânia.

Entre as novas praças, Goiânia apresenta a maior população, com aproximadamente 1,5 milhão de habitantes. Uberlândia, segunda cidade mais populosa de Minas Gerais, reúne mais de 768 mil moradores. Anápolis possui mais de 424 mil habitantes, enquanto Maricá conta com cerca de 212 mil.


Confira todos os canais da Jovem Pan na TV aberta

Com as novas estreias, a programação da Jovem Pan está disponível gratuitamente pelo sinal digital terrestre nas seguintes cidades:


Cuiabá (MT): canal 12.1

São Paulo (SP): canal 51.1

Campinas (SP): canal 41.1

Santa Inês (MA): canal 19.1

Presidente Prudente (SP): canal 31.1

Recife (PE): canal 30.1

Araguaína (TO): canal 20.1

Manaus (AM): canal 22.1

Goiânia (GO): canal 11.1

Anápolis (GO): canal 26.1

Uberlândia (MG): canal 15.1

Maricá (RJ): canal 49.1


Expansão da Jovem Pan começou em 2025

A entrada da Jovem Pan na televisão aberta teve início em outubro de 2025, em Cuiabá, no Mato Grosso. O projeto ganhou força em janeiro de 2026, quando a emissora passou a transmitir sua programação em São Paulo, Campinas e Santa Inês, no Maranhão.

Em março, a rede chegou a Presidente Prudente, no interior paulista, e Recife, capital de Pernambuco. A expansão continuou em 1º de julho, com a estreia em Araguaína, no Tocantins, e em 1º de setembro, quando o sinal foi disponibilizado em Manaus, no Amazonas.

Com a chegada às quatro novas cidades, a Jovem Pan reforça sua estratégia de distribuição em diferentes plataformas. A programação reúne jornalismo, opinião, esporte e entretenimento, com transmissões ao vivo acessíveis pela TV aberta.

O avanço também fortalece a integração entre as operações de rádio, televisão, streaming e plataformas digitais do grupo, ampliando as possibilidades de acesso gratuito aos conteúdos da emissora.


FONTE: https://www.antenadosnatvestreaming.com/

domingo, 28 de junho de 2026

O fim da Sociedade da Bahia no AM 740Khz e sua migração para FMe

    


    A torre de transmissão da frequência amplitude modulada (AM) 740 kHz da Rádio Sociedade da Bahia, pertencente ao Grupo Record, caiu na manhã da última quinta-feira  07 de maio de 2026, após rajadas de vento.

    A estrutura tinha 229m e fica localizada no município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, próximo à BA-001 e ao sistema Ferry Boat. A torre corresponde ao transmissor de AM (740 kHz). A emissora operava com 100kw e 89Kw em ERP dia e noite, com transmissor Harris Corporation DX-100 e sua coordenadas são: Latitude: 12° 56' 9.74" S e Longitude: 38° 37' 34.79" W

    Durante o programa “Sport+”, na sexta-feira (8) um ouvinte questionou a ausência da transmissão em AM. O apresentador Fabrício Cunha afirmou apenas que a estação passa por mudanças técnicas.

    Ainda na sexta-feira (8), uma notícia pegou funcionários de surpresa. A Rádio Sociedade da Bahia promoveu uma rodada de demissões que afetou mais de 10 funcionários da empresa. As demissões atingiram todos os setores da rádio, que completou 102 anos no ar. A informação foi confirmada pelo Bahia Notícias.

- Emissora essa que tinha uma excelente recepção em todo Nordeste Brasileiro em AM, a Sociedade da Bahia estava em processo de migração e vai operar no FM 80.9 Mhz na faixa estendida FMe, com classe E2.

Tivemos a noticia que a Rede Brasil AM 580 de Recife, que passará a transmitir em FMe 80.9, com classe E3, com isso seria impossível sintonizar ou fazer DX pra ouvir a Sociedade da Bahia em algumas regiões da Paraíba e do Pernambuco pra quem gosta do Hobby do DX. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Rádio AM: soberania, memória e infraestrutura: não apenas áudio! O AM vai morrer?

 


O AM vai morrer?

Rádio AM: soberania, memória e infraestrutura: não apenas áudio!

“Um povo que não conhece e não valoriza a sua história está condenado a repetir os erros do passado.” Essa frase não se aplica apenas à política ou à cultura. Ela se aplica, de forma direta e inequívoca, à infraestrutura de comunicação.

O debate sobre o fim do rádio AM (onda média) tem sido conduzido, em muitos países, sob um argumento simplista: a suposta inferioridade da qualidade de áudio. Trata-se de uma justificativa tecnicamente frágil e estrategicamente perigosa.

AM nunca foi sobre hi-fi. Sempre foi sobre alcance, resiliência e soberania.

1. O falso argumento da “qualidade de áudio”!

Comparar AM com FM, streaming ou rádio digital exclusivamente pelo critério de fidelidade sonora é um erro conceitual.

O rádio AM foi concebido para:

a) cobrir grandes áreas geográficas com poucos transmissores;

b) operar com alta robustez em condições adversas;

c) permitir recepção com equipamentos simples, baratos e duráveis;

d) funcionar como meio de comunicação de emergência, inclusive durante apagões elétricos.

Nenhuma dessas características é substituída integralmente por FM, DAB+, IBOC e DRM demais modos digitais, bem como internet e seus aplicativos.

Eliminar o AM porque “o som é pior” equivale a eliminar navios cargueiros porque aviões são mais rápidos.

2. A quem interessa o enfraquecimento e o fim do AM?

O enfraquecimento do AM não é neutro. Ele atende a interesses específicos.

a) Interesses econômicos:

a1) Transmissores AM de alta potência exigem manutenção e energia.

a2) A migração para FM ou streaming fragmenta cobertura, exigindo múltiplos transmissores.

a3) Plataformas digitais criam dependência de infraestrutura privada, dados móveis e servidores.

a4) O amadorismo na locução baixas custos com o RH.

b) Interesses políticos e de controle

Historicamente, o AM:

b1) alcança regiões periféricas e rurais;

b2) cruza fronteiras naturais;

b3) é difícil de silenciar completamente.

Não por acaso, o AM sempre foi considerado infraestrutura estratégica em contextos de guerra, crise ou desastres naturais.

Eliminar o AM significa reduzir canais resilientes de comunicação pública.

3. Por que outros países não seguem esse caminho?

Porque tratam rádio como infraestrutura nacional, não como moda tecnológica.

Estados Unidos: Mais de 4.300 estações AM ativas, sem qualquer plano federal de desativação. O AM integra sistemas de alerta e emergência, e há debate público para sua preservação inclusive em veículos elétricos.

México, Argentina, Colômbia: AM ativo, sem políticas nacionais de desligamento. O foco é complementaridade, não substituição.

Índia, Paquistão, Bangladesh, Filipinas, Indonésia: Países continentais, com enormes áreas rurais, onde o AM é insubstituível para cobertura nacional.

Oriente Médio, África e Oceania: O AM segue ativo por necessidade prática, não por nostalgia.

Esses países entenderam algo essencial: rádio AM é soberania comunicacional.

4. O risco da amnésia tecnológica!

Desativar o AM sem garantir um substituto equivalente em alcance, independência e resiliência é repetir erros históricos:

a) troca-se autonomia por dependência;

b) substitui-se infraestrutura pública por plataformas privadas;

c) perde-se memória técnica, cultural e humana.

Isso não é modernização!

É desmonte estratégico travestido de inovação.

5. Conclusão.

O rádio AM não compete com FM, streaming ou digital.

Ele complementa, protege e garante continuidade.

Os países que mantêm o AM não estão atrasados.

Estão preparados.

Preservar o AM não é resistir ao futuro.

É garantir que o futuro não dependa de um único ponto de falha.


Frederico Westphalen, RS, 25/12/2025

Mauro de Souza / Curador do Museu da Eletrônica

Breve comentário: A modulação AM continua sendo utilizada em Ondas Curtas, na aviação e no radioamadorismo por um motivo essencial: segurança operacional.

Em AM, quando duas transmissões ocorrem simultaneamente na mesma frequência, ambas podem ser ouvidas mesmo que uma seja mais fraca. Isso permite, por exemplo, que um chamado de socorro seja percebido ao fundo de uma transmissão mais forte.

Já no FM ocorre o chamado efeito de captura: o receptor prioriza apenas o sinal mais forte, suprimindo os demais. Em situações críticas, isso pode impedir que uma transmissão de emergência seja ouvida.

Por essa razão, o AM segue sendo preferido em comunicações onde confiabilidade e segurança são mais importantes do que a qualidade de áudio.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

ANTENA FLOWER POT PRA FAIXA DE 11m 27Mhz

 


    O projeto da Antena Flower Pot pra faixa de 27mhz desse artigo foi realizada em teste por J. Guedes, Radioamador e PX de Lagoa de Dentro-PB.  

Pode usar a antena em vertical e horizontal como mostra as fotos.