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domingo, 28 de junho de 2026

O fim da Sociedade da Bahia no AM 740Khz e sua migração para FMe

    


    A torre de transmissão da frequência amplitude modulada (AM) 740 kHz da Rádio Sociedade da Bahia, pertencente ao Grupo Record, caiu na manhã da última quinta-feira  07 de maio de 2026, após rajadas de vento.

    A estrutura tinha 229m e fica localizada no município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, próximo à BA-001 e ao sistema Ferry Boat. A torre corresponde ao transmissor de AM (740 kHz). A emissora operava com 100kw e 89Kw em ERP dia e noite, com transmissor Harris Corporation DX-100 e sua coordenadas são: Latitude: 12° 56' 9.74" S e Longitude: 38° 37' 34.79" W

    Durante o programa “Sport+”, na sexta-feira (8) um ouvinte questionou a ausência da transmissão em AM. O apresentador Fabrício Cunha afirmou apenas que a estação passa por mudanças técnicas.

    Ainda na sexta-feira (8), uma notícia pegou funcionários de surpresa. A Rádio Sociedade da Bahia promoveu uma rodada de demissões que afetou mais de 10 funcionários da empresa. As demissões atingiram todos os setores da rádio, que completou 102 anos no ar. A informação foi confirmada pelo Bahia Notícias.

- Emissora essa que tinha uma excelente recepção em todo Nordeste Brasileiro em AM, a Sociedade da Bahia estava em processo de migração e vai operar no FM 80.9 Mhz na faixa estendida FMe, com classe E2.

Tivemos a noticia que a Rede Brasil AM 580 de Recife, que passará a transmitir em FMe 80.9, com classe E3, com isso seria impossível sintonizar ou fazer DX pra ouvir a Sociedade da Bahia em algumas regiões da Paraíba e do Pernambuco pra quem gosta do Hobby do DX. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Rádio AM: soberania, memória e infraestrutura: não apenas áudio! O AM vai morrer?

 


O AM vai morrer?

Rádio AM: soberania, memória e infraestrutura: não apenas áudio!

“Um povo que não conhece e não valoriza a sua história está condenado a repetir os erros do passado.” Essa frase não se aplica apenas à política ou à cultura. Ela se aplica, de forma direta e inequívoca, à infraestrutura de comunicação.

O debate sobre o fim do rádio AM (onda média) tem sido conduzido, em muitos países, sob um argumento simplista: a suposta inferioridade da qualidade de áudio. Trata-se de uma justificativa tecnicamente frágil e estrategicamente perigosa.

AM nunca foi sobre hi-fi. Sempre foi sobre alcance, resiliência e soberania.

1. O falso argumento da “qualidade de áudio”!

Comparar AM com FM, streaming ou rádio digital exclusivamente pelo critério de fidelidade sonora é um erro conceitual.

O rádio AM foi concebido para:

a) cobrir grandes áreas geográficas com poucos transmissores;

b) operar com alta robustez em condições adversas;

c) permitir recepção com equipamentos simples, baratos e duráveis;

d) funcionar como meio de comunicação de emergência, inclusive durante apagões elétricos.

Nenhuma dessas características é substituída integralmente por FM, DAB+, IBOC e DRM demais modos digitais, bem como internet e seus aplicativos.

Eliminar o AM porque “o som é pior” equivale a eliminar navios cargueiros porque aviões são mais rápidos.

2. A quem interessa o enfraquecimento e o fim do AM?

O enfraquecimento do AM não é neutro. Ele atende a interesses específicos.

a) Interesses econômicos:

a1) Transmissores AM de alta potência exigem manutenção e energia.

a2) A migração para FM ou streaming fragmenta cobertura, exigindo múltiplos transmissores.

a3) Plataformas digitais criam dependência de infraestrutura privada, dados móveis e servidores.

a4) O amadorismo na locução baixas custos com o RH.

b) Interesses políticos e de controle

Historicamente, o AM:

b1) alcança regiões periféricas e rurais;

b2) cruza fronteiras naturais;

b3) é difícil de silenciar completamente.

Não por acaso, o AM sempre foi considerado infraestrutura estratégica em contextos de guerra, crise ou desastres naturais.

Eliminar o AM significa reduzir canais resilientes de comunicação pública.

3. Por que outros países não seguem esse caminho?

Porque tratam rádio como infraestrutura nacional, não como moda tecnológica.

Estados Unidos: Mais de 4.300 estações AM ativas, sem qualquer plano federal de desativação. O AM integra sistemas de alerta e emergência, e há debate público para sua preservação inclusive em veículos elétricos.

México, Argentina, Colômbia: AM ativo, sem políticas nacionais de desligamento. O foco é complementaridade, não substituição.

Índia, Paquistão, Bangladesh, Filipinas, Indonésia: Países continentais, com enormes áreas rurais, onde o AM é insubstituível para cobertura nacional.

Oriente Médio, África e Oceania: O AM segue ativo por necessidade prática, não por nostalgia.

Esses países entenderam algo essencial: rádio AM é soberania comunicacional.

4. O risco da amnésia tecnológica!

Desativar o AM sem garantir um substituto equivalente em alcance, independência e resiliência é repetir erros históricos:

a) troca-se autonomia por dependência;

b) substitui-se infraestrutura pública por plataformas privadas;

c) perde-se memória técnica, cultural e humana.

Isso não é modernização!

É desmonte estratégico travestido de inovação.

5. Conclusão.

O rádio AM não compete com FM, streaming ou digital.

Ele complementa, protege e garante continuidade.

Os países que mantêm o AM não estão atrasados.

Estão preparados.

Preservar o AM não é resistir ao futuro.

É garantir que o futuro não dependa de um único ponto de falha.


Frederico Westphalen, RS, 25/12/2025

Mauro de Souza / Curador do Museu da Eletrônica

Breve comentário: A modulação AM continua sendo utilizada em Ondas Curtas, na aviação e no radioamadorismo por um motivo essencial: segurança operacional.

Em AM, quando duas transmissões ocorrem simultaneamente na mesma frequência, ambas podem ser ouvidas mesmo que uma seja mais fraca. Isso permite, por exemplo, que um chamado de socorro seja percebido ao fundo de uma transmissão mais forte.

Já no FM ocorre o chamado efeito de captura: o receptor prioriza apenas o sinal mais forte, suprimindo os demais. Em situações críticas, isso pode impedir que uma transmissão de emergência seja ouvida.

Por essa razão, o AM segue sendo preferido em comunicações onde confiabilidade e segurança são mais importantes do que a qualidade de áudio.

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Lista de emissoras de AM ouvida na Paraíba em Junho e Julho de 2025

 



Em Junho e Julho de 2025 eu Valdenis editor do Blog sintonizei varias emissoras AM-Amplitude Modulada. As recepções foi realizada em diferentes dias no final de tarde entre 16hs e 18hs em Duas Estradas-PB, e com certeza nesse tempo algumas já esteja no FM.

15/06/2025

570 Khz Iurapuru Am Itapipoca-CE

580 khz Nova de paz de Recife-PE

590 khz Serrana de Araruna-PB

610 khz Itatiaia BH-MG

620 Khz Assunção de Fortazela-CE

680 Khz Rádio Grande RIo-Petrolina-PE

1060 Khz RPC-Rede Potigua de Comunicação - Mossoró-RN

1080 Khz Rádio Subaé de Feira de Santana-BA

1570 Khz Rádio Sertão Central AM de Pompeu-CE


14/07/2025

890Khz Itataias de Santa Quitéia-CE migrou 94.9 FM

920 Khz Novo tempo Salvador-BA

1020 Khz Macambira AM de Ipueiras-CE

1100 Khz Rádio Nova Difusora dos Inhamuns - Tauá-CE

1150Khz Cabugi do Seridó de Jardim do Seridó-RN

1190 Khz Rádio Juzeiro - Juazeiro-BA

1290 Khz Rádio Caicó RN

1450 Khz Difusora Cristal Quixeramobim-CE

1470 Khz Rádio Ingazeira AM de Paulista - PI

1470 Khz Rádio Rural de Parelhas-RN

1500 Khz Jacuípe AM Riachão do jacuípe-BA








quinta-feira, 27 de março de 2025

Rádio Nacional da Amazônia estreia horário internacional em espanhol e inglês

 

A partir de 31 de março de 2025, a Rádio Nacional da Amazônia estreia uma faixa internacional na sua programação, voltada ao público de outros países que acompanha a programação via ondas curtas. Os programetes em espanhol e inglês, com 10 minutos de duração, irão ao ar diariamente, às 22h50.

A criação da faixa Nacional Brasil - Serviço Internacional veio a partir dos pedidos de QSL recebidos pela emissora. Os cartões QSL são postais usados por radioamadores para confirmar contatos feitos via rádio. Eles funcionam como uma espécie de "recibo" de comunicação e são trocados entre operadores de rádio em diferentes partes do mundo.

Por operar em ondas curtas (OC), a Rádio Nacional da Amazônia é a única emissora do país que consegue ter alcance nacional e até internacional. Alcança, potencialmente, 60 milhões de habitantes, com um sinal que chega em toda a região Norte, além de Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e outros estados. A rádio fortalece o elo entre as comunidades da Amazônia, integra a região com outros estados do Brasil e valoriza a diversidade cultural.

Os conteúdos serão traduzidos em áudio pelas equipes de tradução da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“No período da noite, por conta da nossa propagação internacional, recebemos diversos pedidos de cartão QSL. Muitos são de países de língua espanhola ou de inglesa. Nessa nova faixa, escolhemos destacar alguns conteúdos da nossa programação, como entrevistas que foram ao ar sobre temas internacionais ou culturais e que tenham relevância para além do Brasil. Fortalecemos assim o posicionamento da Rádio Nacional como uma emissora sem fronteiras”, destaca o gerente executivo de rádios da EBC, Thiago Regotto.

Além de apresentar a riqueza da Amazônia e sua importância global, a faixa também destacará o papel da emissora na comunicação pública, reforçando seu compromisso em conectar populações dentro e fora do país.

Serviço

Nacional Brasil - Serviço Internacional

Rádio Nacional da Amazônia

Diariamente, às 22h50, a partir de 31 de março de 2025

Saiba como sintonizar a Rádio Nacional

Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz

Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz

São Paulo: FM 87,1 MHz

Recife: FM 87,1 MHz

São Luís: FM 93,7 MHz

Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC

Alto Solimões: FM 96,1 MHz

WhatsApp Nacional

- Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201 

- Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536 

- Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568 

- Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966 


Fonte: EBC

 https://www.ebc.com.br/imprensa/2025/radio-nacional-estreia-faixa-internacional-em-espanhol-e-ingles


terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Rádio Rural AM 850 Khz de Guarabira-PB migra para FM 95,5 Mhz

 


A Rádio Rural de Guarabira, que está no ar há 35 anos, é uma das emissoras de rádio mais tradicionais da Paraíba, que fez e faz parte da história de muitas pessoas, e já acompanhou as principais mudanças e eventos políticos do estado. Muitas personalidades já passaram pela emissora, como grandes nomes da comunicação, da política e de diversos meios sociais de destaques no país.

E na tarde de segunda-feira 30 de dezembro de 2024, mais precisamente às 14h55, a emissora passou para a FM 95,5 Mhz, oferecendo uma melhor qualidade de som para os ouvintes que acompanham a programação da “Emissora mais perto de você”. Ainda na mesma tarde, vários ouvintes já enviavam registros mostrando que já estavam ouvindo a nova frequência.

A Emissora operava em AM 850Khz com 5kw. na sua nova frequência FM 95,5 Mhz será 3Kw suficiente para cobrir a Região Metropolitana de Guarabira-PB 




Redação com Caderno de Matérias do Ikeda

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Migração continua no Brasil AM para FM, está aberto Edital para Rádios Educativas

 


A migração das rádios AM para a faixa FM continua evoluindo no Brasil e teve seu processo acelerado novamente nesta reta final de 2024. Em outubro, quando o tudoradio.com publicou a última matéria sobre o panorama do processo, eram 1.090 emissoras que se enquadravam nessa condição. Agora, no levantamento realizado durante o feriado de Natal, esse número alcança a marca de 1.121. Vale ressaltar que o levantamento feito pelo portal contabiliza apenas emissoras vindas do AM que estão com transmissão ativa no dial FM, já que o número de estações aptas ao processo é um pouco maior.

Em relação ao número de migrantes AM-FM ativas no FM em cada estado, outras quatro unidades da federação atingiram a marca centenária nessa contagem: São Paulo (174), Paraná (142), Minas Gerais (124) e Rio Grande do Sul (102). Santa Catarina (100) reforça essa lista. Bahia (56), Ceará (54), Mato Grosso (47), Goiás (43) e Mato Grosso do Sul (42). Informações do Tudo Rádio.


RÁDIOS EDUCATIVAS

Na sexta feira 27/12/2024 o Ministério das Comunicações lançou o edital de seleção pública para inscrição das entidades interessadas em executar o serviço de radiodifusão sonora em frequência modulada (FM), com finalidade exclusivamente educativa, em 311 municípios das cinco regiões do país.

“As rádios educativas democratizam a comunicação e levam cultura e educação a todos os lugares do país. Precisamos dar agilidade e incentivar que essas emissoras estejam presentes no maior número de localidades possível”, afirmou o ministro das Comunicações, Juscelino Filho.

Este é o primeiro edital do Plano Nacional de Outorgas (PNO) de Rádios Educativas lançado no último dia 18. Ainda há previsão de lançamento de mais três editais até 2026.

Poderão participar do processo seletivo as pessoas jurídicas de direito público interno, as instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada, com sede no Brasil e credenciadas pelo Ministério da Educação, e as fundações de direito privado cujos estatutos não contrariem o Código Brasileiro de Telecomunicações e legislação correlata.

A inscrição deverá ser feita, obrigatoriamente, pela Plataforma de Cidadania Digital, por meio do endereço eletrônico: https://www.gov.br/pt-br/servicos/participar-de-edital-para-executar-servicos-de-radio-educativa

A entidade interessada terá até o dia 21 de março de 2025 para efetuar sua inscrição e encaminhar a documentação exigida para cada localidade de interesse.

AgênciaGov


domingo, 18 de agosto de 2024

Jovem Pan News AM SP desliga histórica frequência AM 620 Khz de ondas médias

 


A histórica Rádio Jovem Pan News AM 620 Khz deixou de transmitir seu sinal AM em 16 de Agosto de 2024, o desligamento aconteceu pela manhã. O encerrando uma era de 80 anos de operação nos 620 kHz. Essa transição marca a migração definitiva da emissora para o ambiente de mais qualidade em FM-Frequência Modulada.

A Rádio Jovem Pan migrou com novo nome Rádio CLASSIC PAN FM 76.7Mhz com conteúdo mais musical. Essa mudança técnica envolveu a substituição da portadora analógica de 10 kHz mono para uma nova portadora analógica de 200 kHz estéreo. 

O processo de migração no Brasil começou em 2009 e teve a participação ativa da Jovem Pan em 2012, durante os testes da frequência estendida na região metropolitana de São Paulo-SP.

Não deu tempo de procurar os dados técnico foi extinta e excluída do mosaico púbico da Anatel. Os 620 khz o sinal da Pan chegava no estado da Paraíba durante toda noite. 



quinta-feira, 18 de julho de 2024

Migrações de emissoras AM para FM continua na Paraíba

 

AERP

Recentemente teve uma migração em João Pessoa -PB, entrou no ar a Correio migrando do AM 1340Khz sem nome definitivo com a programação musical, está operando em FM 107.1 Mhz. O Sistema Correio da Paraíba ainda este ano de 2024 terá mais uma migração a AM 1230 Khz intitulada Nova Correio que vai ocupar a frequência 104.9 Mhz classe A4 na grande João Pessoa.

No interior, na cidade Guarabira será a vez da Rádio Rural AM 850 Khz que vai ocupar a FM 95.5 Mhz classe A3, já em Sapé vai ter uma nova emissora FM nos 103,7 do grupo Mais FM com sede no sertão do Estado. 

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

Veja as escutas de agosto de 2023 no leste da PB

 Primeira escuta foi o encerramento da Rádio Verdes Mares AM a Verdinha de Fortaleza-CE, emissora essa que era bem ouvida no AM em parte do Nordeste do Brasil. Gravação de 26 de agosto de 2023 às 17:00hs horario de Brasilia UTC +3hs. As escutas mencionadas aqui, foram feita em Duas Estradas-PB


Tivemos mais algumas escutas de FM até 267km segue os video;





sexta-feira, 14 de abril de 2023

Comparativos scala S-Meters, dBµ versus dBu: intensidade de sinal e intensidade de campo

Em nossos pequenos receptores DSP ultraleves como o Tecsun PL-380 e PL-310, etc. você deve ter notado que o mostrador tem alguns números que variam de acordo com a força do sinal recebido. Ao lado deles estão marcadas as letras "dBµ". Parece algum tipo de medidor de intensidade de campo. O que é isso? Bem, é de fato um indicador da força do sinal. Vamos nos aprofundar no que isso significa e ver como ele está diretamente relacionado ao antigo S-meter, o medidor de intensidade de campo.

O uso que a Tecsun faz de dBµ (um 'u' invertido e engraçado, que é a letra grega µ 'mu', que significa micro, ou um milionésimo) é realmente uma versão abreviada e inadequadamente usada do termo dBµV. Aviso! Você também deve ter visto o termo "dBu" (minúsculo "u") escrito em várias publicações, também associado à intensidade de campo. Refere-se a algo diferente (na verdade, o campo E da onda que passa). certifique-se de não confundir dBµ da Tecsun com dBu!



Do dBµ da Tecsun e alguns aparelhos que se faz uso. Vamos resumir:

dB = decibéis, ou simplesmente uma forma de expressar magnitudes de um valor, como tensão, logaritmicamente

µV = microvolts, ou milionésimos de volt

Conseqüentemente, dBµV é uma tensão expressa em dB acima (ou abaixo) de um microvolt. Isso é medido em uma impedância de carga específica, geralmente 50 ohms. Importante! Aqui temos uma tensão recebida real medida através de uma impedância de carga específica como um circuito sintonizado!

A medida 'dB' ou decibel é uma relação logarítmica, como você deve saber. Em termos de tensão, um aumento de 6 dB é uma duplicação da tensão. Então, se nosso pequeno Tecsun recebe um sinal de 28 dBµ e aumenta para 34 dBµ, a tensão recebida dobrou. Coincidentemente, isso também é um aumento de uma unidade S! Agora estamos chegando a algum lugar.

Vamos traduzir nosso dBµV recebido em tensão recebida real:

dBµV µV (milionésimos de volt)

-------------------------------

 94 50000.0

 84 15810.0

 74 5000,0

 64 1581,0

 54 500,0

 44 158,1

 34 50.0 (o S-9 de antigamente!)

 28 25,0

 22 12,5

 16 6.3

 10 3.2

  4 1.6

 -2 0,8 (menos de 1 µV envia a relação dB para um valor negativo!)

 -8 0,4

-14 0,2


A seguinte fórmula é usada para converter dBµV em milionésimos de volt:

µV = (10 ^ (dBµV/ 20))


Para converter milionésimos de volt de volta à sua representação em decibéis:

dBµV = 20 * Log(µV)

(Log é o logaritmo comum, ou base 10).

Os receptores DSP modernos, como o Tecsun PL-380, 310, etc., que empregam os chips da Silicon Labs, medem e exibem dBµV conforme recebido no front-end sintonizado em uma carga. Eles chamam isso de indicador RSSI. A antena do nosso rádio, a haste de ferrite com núcleo de ferro, é basicamente um concentrador de sinal. Quanto mais longa a haste e, portanto, mais ferrita de ferro, maior a concentração e maior a tensão do sinal transferida para a entrada sintonizada do rádio.

Então, o que exatamente esse chamado indicador dBµ em nossos rádios DSP está nos dizendo?

Há algum tempo, mais de um ano atrás, coloquei essa questão para Scott Willingham, que estava na equipe de projeto dos chips receptores SiLabs DSP usados ​​nesses rádios.

Ele afirmou:

"As leituras RSSI (dBµ) são referidas aos pinos do chip, que são as entradas para o LNA. Nos rádios Tecsun operando na banda MW, esta é também a tensão no loopstick. Nas bandas SW, os ULRs Tecsun use um pré-amplificador/LNA na placa de circuito entre a antena chicote e o Si4734. Nesse caso, as leituras do RSSI refletem o sinal na saída do LNA externo da Tecsun."

Essencialmente para ondas médias, o sinal recebido é medido em microvolts diretamente do loopstick e depois convertido em dBµ, que é decibéis acima de uma base de um microvolt. Lembre-se novamente, dB é apenas uma razão logarítmica. É claro que um PL-380 não vai ler o mesmo dBµ que um PL-310 ou um PL-398, etc., porque as configurações da antena (comprimentos do loopstick, extensão do chicote, eficiência do circuito sintonizado) são diferentes e cada uma induzirá diferentes níveis de tensão recebidos para o rádio.

Uma medida curiosa, sim, mas também há algumas informações significativas aqui na comparação de intensidades de sinal dentro do mesmo rádio, assim como um S-meter fez e, de fato, há uma correlação direta com o S-meter.

O S-meter analógico que os velhos lembram nos receptores antigos era baseado no S-9, indicando um sinal de entrada de 50 µV (microvolt) para o circuito da antena, a uma impedância de carga de 50 ohms. Ou seja, o S-meter lia S-9 se o S-meter do receptor estivesse calibrado corretamente, pois o medidor estava mais abaixo na cadeia IF e geralmente respondia ao nível AGC (controle automático de ganho). Cada unidade S está separada por 6 dB, o que significa que um sinal de leitura S-9 é 6 dB mais forte do que um sinal de leitura S-8. S-9 +10dB é 10 dB maior que S-9, ou uma unidade S mais 4 dB.

O que isto significa? Um sinal S-9 é duas vezes mais forte que um sinal S-8. A tensão recebida é o dobro. Um sinal S-9 é quatro vezes mais forte que um sinal S-7. A tensão recebida é dobrada duas vezes .

Alguma correlação direta pode ser tentada com as leituras dBµ do chip DSP SiLabs usadas nos rádios Tecsun.


Unidade S µV dBµV dBm

----------------------

S9+60dB 50000.0 94 -13

S9+50dB 15810.0 84 -23

S9+40dB 5000.0 74 -33

S9+30dB 1581.0 64 -43

S9+20dB 500,0 54 -53

S9+10dB 158,1 44 -63

S9 50.0 34 -73

S8 25,0 28 -79

S7 12,5 22 -85

S6 6.3 16 -91

S5+4,9dB 5,6 15 -92

S5 3.2 10 -97

S4 1.6 4 -103

S3+1,9dB 1,0 0 -107

S3 0,8 -2 -109

S2 0,4 -8 -115

S1 0,2 -14 -121


Observe as colunas S-unit e dBµV. Como pode ser visto, um sinal de 34 dBµV (novamente, os rádios Tecsun DSP o rotulam dBµ) é essencialmente equivalente a um sinal S-9 na antiga configuração do S-meter. O sinal de 25 dBµ mostrado na figura abaixo representa um sinal intermediário entre S-7 e S-8.

No Tecsun PL-380 (pelo menos a versão que possuo, que registra de 15 dBµ - 63 dBµ), algo em torno de 15 dBµ parece ser o limite de detecção de sinal que se traduz em um pouco abaixo do antigo S-6, em 6,3 microvolts de sinal. Como observado em outro lugar, esses modernos rádios de consumo de drogarias não são tão sensíveis quanto os antigos receptores de comunicação de que nos lembramos. S-6 em um antigo receptor de tubo de vácuo era praticamente uma cópia de "cadeira de braços". É aqui que um loop FSL ou passivo eleva o sinal fraco recebido a níveis semelhantes nos rádios DSP.

Então aí está. Mantenha este gráfico à mão e você pode converter entre as unidades dBµ e S da Tecsun.


NÃO ACABOU VAMOS LÁ: O mistério dBµ vs. dBu: intensidade do sinal versus intensidade do campo?

Acabamos de falar sobre o uso do termo dBµ (letra grega µ 'mu') pela Tecsun em um artigo anterior . Eles o usam como uma medida da intensidade do sinal recebido em seus rádios DSP. Mas há outro dBu ('u' minúsculo desta vez), também uma medida de força, e mais comumente usado. Qual é a diferença?

Primeiro precisamos identificar o primo do dBu, milivolts por metro.

Você pode ter visto o termo mV/m, ou milivolts por metro, usado como medida de intensidade de campo. A unidade comum usada na medição da "força" do campo elétrico é volts por metro, ou V/m. Volts por metro é muito quando estamos lidando com pequenos níveis de sinal recebido, então milivolts por metro 'mV/m' (um milésimo de volt por metro) é normalmente usado. Todos nós já vimos mV/m sendo usado nas especificações de sensibilidade de um receptor ou para representar a força de campo recebida de uma estação a uma determinada distância. Definido, um campo elétrico de 1 mV/m é uma diferença de potencial elétrico de 1 milivolt existente entre dois pontos que estão separados por 1 metro, talvez ao longo de um metro de comprimento de fio ou entre dois planos paralelos colocados no caminho de um sinal. Tecnicamente,

dBu (sim, minúsculo 'u'), na realidade é outra contração imprópria - uma versão abreviada de dBµV/m (aqui está aquela letra grega µ 'mu' novamente). dBµV/m é comumente e geralmente escrito hoje em dia como dBu, usando a letra minúscula 'u'. É o termo usado mundialmente por engenheiros e pela FCC para medir a intensidade do campo elétrico de AM, FM e estações de transmissão de TV em distâncias prescritas. dBu está diretamente relacionado a mV/m (mV/m = 1000 vezes µV/m) e é a representação logarítmica de mV/m.

A confusão continua a existir entre dBµ da Tecsun (sua versão de dBµV) e dBu. Eles são constantemente confundidos como a mesma coisa, embora sejam muito diferentes. Observe, no entanto, que dBµV está, de fato, indiretamente relacionado a mV/m e dBu.

Então, vamos defini-los novamente, de forma concisa:

dBu (letra 'u') de (dBµV/m): a representação em decibel (logarítmico) da tensão do campo elétrico acima ou abaixo de um microvolt por metro.

dBµ (mu 'µ') de (dBµV): a representação em decibel (logarítmico) da tensão acima ou abaixo de um microvolt em uma carga.

Tudo o que você precisa fazer é lembrar de duas coisas:

1. dBu (letra 'u') é na verdade outro nome para dBµV/m, relacionado a mV/m. Tornou-se de uso comum há muitos anos.

2.(mu 'µ') é o encurtamento de dBµV de alguém. Tecsun re-cunhou este.

Importante! Você não pode converter dBµV como mostrado nos rádios DSP para mV/m ou dBu! Os valores não são intercambiáveis. A diferença é encontrada no que é chamado de fator de antena , ou a capacidade (na verdade, eficiência) da antena para converter o campo de passagem em uma tensão elétrica que pode ser recebida pelo processo de detecção. Como cada antena é diferente, cada uma transferirá uma tensão de sinal diferente para a entrada de um rádio. Cada antena (um loopstick de ferrite é uma antena) terá um fator de antena diferente.

Pouco importa se (no momento da recepção) o sinal recebido é finalmente impresso em uma barra ou haste de ferrite, ou um fio longo, ou uma cama de mola, pois o receptor pegará qualquer pequena voltagem induzida e a converterá em áudio inteligível se for é forte o suficiente. Lembre-se, como dito anteriormente, a haste de ferrite com núcleo de ferro é basicamente um concentrador de sinal. Quanto mais longa a haste e, portanto, mais ferrita de ferro, maior a concentração e maior a tensão do sinal, pelo menos até certo ponto.

A FCC oferece uma calculadora de conversão  para converter de mV/m para dBu e vice-versa.

Se você quiser descobrir sozinho, pode usar a seguinte fórmula:

dBu = 20 * Log(mV/m * 1000)

Para reverter o cálculo, convertendo dBu de volta para mV/m:

mV/m = 10 ^ (dBu / 20) / 1000

(Log é o logaritmo comum, ou base 10).

Como, então, medimos milivolts por metro, mV/m?

Milivolts por metro (mV/m) é uma forma de definir a força de campo esperada (ou medida) de uma estação em um local de recepção. A força do campo pode ser medida por um dispositivo projetado especificamente para medir a força da onda que passa. A Potomac Industries fabrica o modelo 4100, um dispositivo que mede a intensidade do campo. Foi o assunto de um post de blog anterior . Fórmulas para calcular a força de campo aproximada também podem ser usadas.

Espero que isso ajude a identificar a diferença entre dBµ e dBu. Já a Relação S/N em dB mede o sinal real relação ao ruído da emissoras nos aparelhos.  



Fonte: http://radio-timetraveller.blogspot.com/



sábado, 8 de maio de 2021

EBC inaugura banda estendida de FM e estreia programação em 5 capitais

 

Foto: Marcelo Casal jr. Agencia Brasil

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) deu incio no dia 07 de Maio de 2021 , em cinco capitais brasileiras, na chamada banda estendida FM. A nova frequência de transmissão é a 87.1 FM. Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Recife já podem sintonizar na nova frequência.

No evento de inauguração da banda estendida, o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, celebrou "o trabalho cooperativo e o empenho dos agentes públicos que demonstra resultado efetivo". O presidente da EBC, Glen Valente, recebeu um certificado de pioneirismo concedido pelo governo federal em reconhecimento aos serviços de radiodifusão da empresa.

"Hoje é um dia histórico que reforça nosso compromisso com as plataformas. Muito trabalho, muita dedicação para conseguir esse momento histórico da Semana das Comunicações", afirmou o presidente.

"Com essa ampliação, teremos mais 60 canais de rádio [de todo o país] - atendendo a uma demanda antiga do setor. Tudo isso só foi possível graças aos esforços da equipe de radiodifusão do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Mais uma vez, o governo demonstra sensibilidade com o setor, garantindo a continuidade das transmissões de rádio", afirmou o ministro das Comunicações, Fábio Faria, por meio de mensagem divulgada por ocasião da inauguração das transmissões.  

No Rio de Janeiro, a 87.1 FM veiculará a tradicional Rádio Nacional - que mantém também a programação em AM. Nas outras cidades, a grade será composta por produções das três emissoras: Rádio Nacional AM, Rádio Nacional FM e Rádio MEC. “Teremos uma mostra bem variada do potencial do que é feito nas emissoras de rádio da EBC”, afirmou o gerente executivo da Rádio Nacional, Luciano Seixas.

Banda de TV e rádio. Segundo o secretário de Radiodifusão, a frequência dos antigos canais 5 e 6 de televisão aberta coincide com o espectro necessário para as rádios. A banda FM atualmente funciona de 88 a 108 megahertz (MHz). Com o desligamento analógico, a banda passará a ser de 76 a 108 MHz - exatamente os 12 MHz que anteriormente eram ocupados pelos canais desativados. Esse processo de ampliação é chamado de banda estendida FM.

Fim da AM? Martinhão argumenta que a ação, ao contrário do que possa parecer, não significa a extinção das rádios que operam em AM, mas a adequação às funções originalmente pensadas para a frequência. “Em um país com dimensões continentais, eu ouso dizer que a AM tem uma função importantíssima - de levar informação aos rincões brasileiros. O que estamos fazendo é ajustando o uso das frequências de acordo com suas funções, algo que vem sendo pedido pela sociedade há muito tempo”, explicou.

AGENCIA BRASIL


terça-feira, 27 de abril de 2021

Confirmação da estreia do dial FM estendido em São Paulo movimenta mercado

 


Rádio Capital e Rádio Cultura Brasil 2000 estão confirmadas para iniciarem suas transmissões em FM a partir de maio. Estruturas já estão prontas

O tudoradio.com acompanhou na última sexta-feira (24) a movimentação relacionada ao primeiro passo prático da migração AM-FM no maior mercado de rádio da América Latina. Duas estações já confirmaram publicamente o início de suas operações na chamada “faixa estendida do FM (eFM)”, que será destinada às emissoras originadas no AM e que optaram pela migração. As estruturas de FM das emissoras Rádio Capital AM 1040 e Rádio Cultura Brasil AM 1200 já estão prontas e a expectativa é que iniciem as transmissões a partir de maio.

A Rádio Capital, em entrevista na sexta (24) com Vinícius Oliveira Caram, superintendente de outorga da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), confirmou que irá iniciar os seus trabalhos no dial FM a partir do dia 5 de maio. A frequência que será utilizada pela estação será a 77.5 FM e a estrutura de transmissão já está pronta, visível para quem transita pela Avenida Bernardino de Campos, na altura do viaduto da 23 de Maio e da estação Paraíso do metrô.

Os quatro elementos destinados à transmissão da Rádio Capital em 77.5 FM estão na mesma estrutura onde funciona o link de comunicação entre a sede da rádio e a torre da 1040 AM.


Antena de transmissão FM da Rádio Capital / Crédito: Maurício Viel


Já a Rádio Cultura Brasil, ligada à Fundação Padre Anchieta, não anunciou a data em que iniciará a transmissão em FM, mas a expectativa é de que também seja no dia 5. A estrutura, localizada na região do Sumaré, já está pronta. Em contato com o tudoradio.com, representantes da emissora afirmaram que a frequência destinada para a Cultura Brasil será 77.9 FM. Ou seja, as duas primeiras migrantes AM-FM no dial estendido serão "vizinhas de sintonia".

Antena de transmissão FM da Rádio Cultura Brasil (antena amarela - detalhe na imagem localizada à direita), instalada na mesma torre da Cultura FM 103.3 / Crédito: Maurício Viel

Segundo o que apurou o tudoradio.com, essas transmissões a partir de maio serão em caráter científico, inaugurando a nova faixa. São transmissões em menor potência do que será na autorização definitiva. E a tendência é de que as demais estações migrantes AM-FM já sejam ativadas através de suas estruturas definitivas, de alta potência.


Migração AM-FM entrará na reta final


De acordo com informações levantadas pela redação, há a expectativa de que o próximo mês também marque o início das atividades de outras migrantes em eFM, como a Rádio Jornal AM 780 do Recife, além das duas emissoras de São Paulo já citadas nesta matéria.

A primeira transmissão oficial em eFM foi realizada em 2014, na sintonia 84.7 FM. Na ocasião, que foi 1 ano após a assinatura que marcou o inicio do processo de migração AM-FM no país, foi repetido em São Paulo o sinal da Jovem Pan News AM 620. Na última consulta pública o canal 84.7 FM foi destinado à migração AM-FM de Guarulhos.

Essas novidades marcam o uso da faixa FM estendida (76.1 FM a 87.3 FM), que ampliará a faixa de FM já existente (87.5 FM a 107.9 FM). Também há a expectativa do mercado sobre as definições da última consulta pública sobre os canais de migração em diferentes regiões do país


Fonte: tudo rádio

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Escuta da RÁDIO BRASIL CENTRAL em Onda Tropical na Paraíba

 

A Rádio Brasil Central, ou simplesmente RBC, é uma emissora de rádio brasileira da cidade de Goiânia, no estado de Goiás. Ela opera na frequência de 1270 kHz AM, 11815 kHz (OC) e 4985 kHz (OT), podendo, por meio dessas duas últimas frequências, um longo alcance, chegando a todo o território nacional, o que deu a ela um reconhecimento em todo o país.

PREFIXOS USADOS:

 ZYH 753 - 1270 kHz (AM)

ZYE 440 - 11.815 kHz (OC)

ZYF 690 - 4.985 kHz (OT)

Rádio Brasil Central Ouvida em Duas Estradas-PB em 13 de Setembro de 2020 ás 02:19 UTC, escutada nos 4985khz com sinal moderado no receptor Tecsun PL880 com Antena Long Wire de 12,5m da DS-Antenas.




terça-feira, 25 de agosto de 2020

Os 95 anos da Rádio Mitre AM 790: história de uma estação quase tão antiga quanto o rádio na Argentina

 

É quase a mesma idade do rádio argentino. 27 de agosto de 2020 marcará um século desde a primeira transmissão de rádio - do terraço do Teatro Coliseo - e, neste contexto, a Rádio Mitre comemora 95 anos de ar ininterrupto.

A estação que a família Mitre fundou teve sua primeira transmissão em 16 de agosto de 1925. O primeiro nome que teve era LOZ Broadcasting La Nación. As primeiras emissões foram no bairro das Flores (Boyacá às 400).

Uma segunda sede nos Estados Unidos em 1816, outra na Flórida 341, depois outra em Arenales 1925 e depois em Maipú 555 ... Há mais de três décadas Mitre encontrou uma "casa" da qual já não se muda: Mansilla 2668.

Muitos dos números de hoje são "vitalícios". Um dos grandes exemplos é Magdalena Ruiz Guiñazú , que começou em Mitre em 1987, continuou sem interrupções até 2007 e voltou em 2013. Ela Magdalena muito precoce passou por trechos da história nacional, como os ataques à Embaixada de Israel e à AMIA, a aquisição de La Tablada, o assassinato de José Luis Cabezas ...

Marcelo longobardi é outro dos casos de relacionamento antigo com a emissora. Ele ingressou na Mitre em 1982 como produtor. Esse foi seu primeiro trabalho no jornalismo. Em 1985 ele deixou a estação e voltou em 2013 para se tornar líder do dial na primeira manhã.

Nacionalizado durante o governo de Juan Domingo Perón, mais tarde Julio Moyano promoveu um perfil jornalístico da emissora. Foi durante sua gestão que começou a ganhar corpo o slogan informativo que identifica o rádio: "Mitre informa primeiro".

Vozes inesquecíveis que deixaram de marcar o pulso e se tornaram indeléveis - Guillermo Brizuela Méndez, Pipo Mancera, Néstor Ibarra, Jorge Guinzburg, Juan Carlos Mareco, Juan Carlos Pascual, Juan Alberto Badía, Juan Carlos Altavista, Graciela Mancuso, Pepe Eliaschev, Débora Pérez Volpin e centenas mais.

As transmissões de futebol de ontem e de hoje, as faixas desportivas (do Sport 80 ao desportivo Super Mitre ), o contacto permanente com o ouvinte, a tecnologia que avançava e complementava para tornar o rádio um dial possível até na Nova Zelândia. A presença de Mitre foi em crescendo a níveis inesperados.

Em tempos de pandemia, o rádio reorganizou seu modo. Protocolo rígido, painéis de acrílico, faixas para o queixo, álcool gel e algumas outras ferramentas para se proteger sem esquecer o essencial: informar e entreter o tempo todo.

Desde aquele agosto de 1925, o ouvinte passou por incontáveis ​​dispositivos. Em qualquer aparelho que fosse, o ar de Mitre nunca parava.

No sétimo mês deste ano, Mitre voltou a ocupar o primeiro lugar e foi o mais ouvido com 39,9% do on de segunda a sexta-feira.

No Facebook, a estação tem mais de um milhão e meio de seguidores. O Instagram e o YouTube possibilitam conteúdos novos e complementares.


Fonte: https://www.clarin.com/

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

EBC abre pregão para adquirir novos transmissores para implantar Rádio Nacional em todo o país

 

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realizou pregão eletrônico para a compra de 10 transmissores de rádio em FM, um em AM e dois em ondas curtas. Além de renovar os atuais parques de transmissão das rádios Nacional e MEC, estão previstas sete novas rádios FM, sendo duas no Nordeste (uma delas em São Luís-MA) e uma para cada região: Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Além desses, há a previsão de um novo canal específico para o Rio, provavelmente uma Rádio Nacional em FM. Pode-se então especular que o outro canal do Sudeste será em São Paulo, onde já há a operação da TV Brasil, também da EBC. O total estimado a ser investido é de quase R$ 30 milhões.

O pregão eletrônico número 13/2020, realizado na última quinta-feira (13/08/20), faz parte do processo administrativo 1166, publicado originalmente em abril. Na época, o texto previa um transmissor em FM para a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, sendo que hoje a rádio opera somente no AM e não entrou com pedido de migração ao FM. Mais do que isso, chamou a atenção o fato de o canal destinado, 94,1 mHz, ser hoje ocupado pela Rádio Roquette Pinto, operada pelo estado do Rio, governado por Wilson Witzel, com quem a presidência da República tem tido relação atribulada. Na nova publicação não há definição de canal a ser utilizado.

No texto de abril, havia a previsão de três transmissores para a Região Sul (reduzido agora para um); e três para o Nordeste (reduzido para dois). No sentido contrário da diminuição de canais, houve o aumento nas potências anunciadas para os novos canais (veja tabela abaixo).

Todos os equipamentos a serem comprados deverão estar preparados para a implantação do rádio digital nos sistemas DRM ou HD Radio. Para a Rádio Nacional da Amazônia, a única que opera em ondas curtas, estão previstos dois transmissores de 100 kW. Na faixa de ondas curtas, o sistema DRM é a única opção no modo digital. A compra prevê potência de 100 kW, quando a emissora tem licença para operar com 250 kW em cada canal.

É fato que o alcance no modo digital necessita de bem menos potência para atingir a mesma área de cobertura, o que provocaria enorme economia de energia. No entanto, isso não quer dizer que haja sinais de que o atual governo pretenda se empenhar pela implantação do rádio digital.

Da mesma forma, a Rádio Nacional AM de Brasília tem previsão de compra de um equipamento de 100 kW para operação noturna, mas a sua licença de operação prevê a potência de 600 kW. Essa força toda era usada nos anos 70, quando, à noite, a rádio era captada em todo o país. Mas problemas técnicos e falta de peças de reposição foram precarizando os transmissores. A operação diurna é e sempre foi de 50 kW. Essa é uma parte da história.

Existe outro processo importante a ser lembrado. Há menos de três meses, em 21 de maio de 2020, a EBC foi qualificada para o programa de privatizações do governo. O Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da presidência da República determinou a realização de estudos e a avaliação de alternativas de parcerias da EBC com a iniciativa privada, além de propor ganhos de eficiência e resultados para a empresa a fim de garantir a sua sustentabilidade econômica. O prazo para conclusão dos trabalhos é de seis meses, prorrogáveis pelo mesmo período.

Irá a EBC investir agora para logo em seguida ser privatizada? Só a idéia de privatizar a comunicação pública ou estatal já é absurda o suficiente. Mas a dúvida sincera que surge é: estão melhorando o produto para torná-lo mais atraente a possíveis investidores?

A Rádio Nacional já teve emissoras em diversos estados do Norte e Nordeste, mas a então Radiobrás se desfez das rádios durante o governo do presidente José Sarney. Canais do Rio e São Paulo também foram abandonados.

A implantação do rádio digital vem sendo debatida no Brasil desde os anos 1990. Enquanto a TV começou a ser digitalizada em 2008, para o rádio, após alguns testes mal feitos por volta de 2006, não houve escolha por nenhum padrão. Em vez de digitalizar o rádio, uma concessão foi feita ao setor em 2013, com o início do processo de migração das emissoras AM para o FM. A medida era reivindicada fortemente pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Na época, o ministro das Comunicações do governo Dilma era Paulo Bernardo, que avalizou o processo.

Não é demais recordar que a Constituição prevê a complementariedade entre os sistemas privado, estatal e público de radiodifusão. E a comunicação pública e muito menos a estatal têm o lucro como finalidade. Atender os povos do interior da Amazônia com uma rádio, por exemplo, não traz lucro, mas é de grande interesse para, no mínimo, 14 milhões de ribeirinhos. Para muitos deles, a onda curta da Rádio Nacional da Amazônia é o único meio de comunicação disponível.

A EBC foi criada em 2008, durante o governo Lula, incorporando os patrimônios, concessões e pessoal da Radiobrás (TVs Nacional de Brasília e São Luís, rádios Nacional do Rio, Brasília, Amazônia e Tabatinga, Agência Brasil e Radioagência Nacional), TVE do Rio e rádios MEC do Rio e de Brasília.

Na época, a intenção do governo Lula era, dando vida ao texto constitucional, tornar a EBC o embrião da comunicação pública no Brasil, com a participação da sociedade nas diretrizes das programações, organização de rede, entre outras iniciativas. Isto estava sendo feito. O foco era o cidadão.

No entanto, ao assumir a presidência, Michel Temer acabou com o conselho curador que ajudava a EBC a desempenhar a comunicação pública. Sem mencionar a absurda destituição do então presidente da empresa, Ricardo Melo, que tinha direito legítimo de seguir ocupando o cargo. De lá para cá, as coisas só pioraram. Radiodifusão estatal e pública voltaram a se misturar.



(Na foto, a torre da Rádio Nacional AM 980 de Brasília)


Transmissores a serem comprados pela EBC:

Emissoras já em funcionamento

Novo transmissor de 40 kW para a Nacional FM de Brasília

Dois novos transmissores de 100 kW em Ondas Curtas cada para a Rádio Nacional da Amazônia

Novo transmissor AM de 100 kW para a operação noturna da Rádio Nacional AM de Brasília.

Novo transmissor de 40 kW para a MEC FM do Rio

Novo transmissor de 10kW para a Rádio Nacional do Alto Solimões

Novas emissoras;

FM de 35 kW no Rio

FM de 12 kW para a Rádio Nacional em São Luís

FM de 5 kW para a Região Norte

FM de 3 kW para a Região Nordeste

FM de 3 kW para a Região Centro-Oeste

FM de 30 kW para a Região Sudeste

FM de 20 kW para a Região Sul


Fonte: https://radiolab.blog.br/

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

DX Regional: Rádio Agreste AM de Santo Antônio-RN

Rádio Agreste AM 1460 Khz da cidade de Santo Antônio-RN, ouvida em Duas Estradas-PB com sinal fraco e com áudio muito distorcido, a emissora operava com 10kw no AM como ta em processo de mudança está com 1kw. Em consulta no site da ANATEL consta que irá migrar para o FM em 96,3 Mhz com 10kw em seu transmissor.  
Segue o vídeo da escuta do dia 7 de agosto de 2018 ás 10:00 Local.