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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Rádio AM: soberania, memória e infraestrutura: não apenas áudio! O AM vai morrer?

 


O AM vai morrer?

Rádio AM: soberania, memória e infraestrutura: não apenas áudio!

“Um povo que não conhece e não valoriza a sua história está condenado a repetir os erros do passado.” Essa frase não se aplica apenas à política ou à cultura. Ela se aplica, de forma direta e inequívoca, à infraestrutura de comunicação.

O debate sobre o fim do rádio AM (onda média) tem sido conduzido, em muitos países, sob um argumento simplista: a suposta inferioridade da qualidade de áudio. Trata-se de uma justificativa tecnicamente frágil e estrategicamente perigosa.

AM nunca foi sobre hi-fi. Sempre foi sobre alcance, resiliência e soberania.

1. O falso argumento da “qualidade de áudio”!

Comparar AM com FM, streaming ou rádio digital exclusivamente pelo critério de fidelidade sonora é um erro conceitual.

O rádio AM foi concebido para:

a) cobrir grandes áreas geográficas com poucos transmissores;

b) operar com alta robustez em condições adversas;

c) permitir recepção com equipamentos simples, baratos e duráveis;

d) funcionar como meio de comunicação de emergência, inclusive durante apagões elétricos.

Nenhuma dessas características é substituída integralmente por FM, DAB+, IBOC e DRM demais modos digitais, bem como internet e seus aplicativos.

Eliminar o AM porque “o som é pior” equivale a eliminar navios cargueiros porque aviões são mais rápidos.

2. A quem interessa o enfraquecimento e o fim do AM?

O enfraquecimento do AM não é neutro. Ele atende a interesses específicos.

a) Interesses econômicos:

a1) Transmissores AM de alta potência exigem manutenção e energia.

a2) A migração para FM ou streaming fragmenta cobertura, exigindo múltiplos transmissores.

a3) Plataformas digitais criam dependência de infraestrutura privada, dados móveis e servidores.

a4) O amadorismo na locução baixas custos com o RH.

b) Interesses políticos e de controle

Historicamente, o AM:

b1) alcança regiões periféricas e rurais;

b2) cruza fronteiras naturais;

b3) é difícil de silenciar completamente.

Não por acaso, o AM sempre foi considerado infraestrutura estratégica em contextos de guerra, crise ou desastres naturais.

Eliminar o AM significa reduzir canais resilientes de comunicação pública.

3. Por que outros países não seguem esse caminho?

Porque tratam rádio como infraestrutura nacional, não como moda tecnológica.

Estados Unidos: Mais de 4.300 estações AM ativas, sem qualquer plano federal de desativação. O AM integra sistemas de alerta e emergência, e há debate público para sua preservação inclusive em veículos elétricos.

México, Argentina, Colômbia: AM ativo, sem políticas nacionais de desligamento. O foco é complementaridade, não substituição.

Índia, Paquistão, Bangladesh, Filipinas, Indonésia: Países continentais, com enormes áreas rurais, onde o AM é insubstituível para cobertura nacional.

Oriente Médio, África e Oceania: O AM segue ativo por necessidade prática, não por nostalgia.

Esses países entenderam algo essencial: rádio AM é soberania comunicacional.

4. O risco da amnésia tecnológica!

Desativar o AM sem garantir um substituto equivalente em alcance, independência e resiliência é repetir erros históricos:

a) troca-se autonomia por dependência;

b) substitui-se infraestrutura pública por plataformas privadas;

c) perde-se memória técnica, cultural e humana.

Isso não é modernização!

É desmonte estratégico travestido de inovação.

5. Conclusão.

O rádio AM não compete com FM, streaming ou digital.

Ele complementa, protege e garante continuidade.

Os países que mantêm o AM não estão atrasados.

Estão preparados.

Preservar o AM não é resistir ao futuro.

É garantir que o futuro não dependa de um único ponto de falha.


Frederico Westphalen, RS, 25/12/2025

Mauro de Souza / Curador do Museu da Eletrônica

Breve comentário: A modulação AM continua sendo utilizada em Ondas Curtas, na aviação e no radioamadorismo por um motivo essencial: segurança operacional.

Em AM, quando duas transmissões ocorrem simultaneamente na mesma frequência, ambas podem ser ouvidas mesmo que uma seja mais fraca. Isso permite, por exemplo, que um chamado de socorro seja percebido ao fundo de uma transmissão mais forte.

Já no FM ocorre o chamado efeito de captura: o receptor prioriza apenas o sinal mais forte, suprimindo os demais. Em situações críticas, isso pode impedir que uma transmissão de emergência seja ouvida.

Por essa razão, o AM segue sendo preferido em comunicações onde confiabilidade e segurança são mais importantes do que a qualidade de áudio.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

ANTENA FLOWER POT PRA FAIXA DE 11m 27Mhz

 


    O projeto da Antena Flower Pot pra faixa de 27mhz desse artigo foi realizada em teste por J. Guedes, Radioamador e PX de Lagoa de Dentro-PB.  

Pode usar a antena em vertical e horizontal como mostra as fotos.



terça-feira, 18 de novembro de 2025

Rádio Nova Brasil estreou em João Pessoa -PB

 

Nova Brasil

    A Rede de Rádio Nova Brasil FM 102.5 Mhz estreou nesse dia 18 de novembro de 2025, na ocasião foi apresentado a emissora em rede nacional durante o jornalismo da manhã. A emissora chegou a paraíba atrás da aquisição do Sistema Tambaú de Comunicação pelo Grupo ThaThi de de Comunicação do interior do estado de  São Paulo. novo nome da TV é TH+SBT-Tambaú

    Faz 1 ano que a emissora era filiada da rede Clube FM de Brasília que desvinculou-se neste no fim de semana domingo dia 16 de novembro e ficou neutra até dia 18. 

    Atualmente a emissora cobre toda região metropolitana de João Pessoa-PB, sua concessão é de Bayeux-PB classe A4

Emissora anterior a Nova Brasil



quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Fim da Rede Transamérica POP e sua nova marca

 


A Transamérica Media Company, chamada pela sigla TMC, é uma rede de rádio comercial brasileira com programação voltada a jornalismo e esportes pertencente ao Grupo Camargo de Comunicação (GC2). Seu início, como Transamérica FM, de propriedade do banqueiro Aloysio Faria, deu-se em 1976, quando foram lançadas as primeiras estações, no Recife, em Brasília e em São Paulo, sua cabeça de rede, seguidas pelas de Curitiba e do Rio de Janeiro, em 1977. Com o primeiro estilo de programação focado em adulto contemporâneo para as classes A e B, no decorrer dos anos a rede voltou-se ao público jovem, tendo passado por diferentes gêneros musicais e investido em humor.

Os anos 1990 e 2000 foram marcados pela expansão da Rede Transamérica pelo Brasil com o início da transmissão via satélite e a divisão da programação em três segmentos — Transamérica Light, Transamérica Pop e Transamérica Hits — e pela adesão de programas e transmissões esportivas. 

Em 2019 a rede foi reunificada e reformulou sua grade musical para os públicos jovem e adulto, mesclada à cobertura esportiva. Entre 2020 e 2023, através de uma parceria com a CNN Brasil, destinou sua faixa matinal para o bloco jornalístico CNN Rádio. Em 2025, com a sua venda ao GC2, o atual projeto de programação e identificação foi adotado.

O novo projeto iniciou-se em 13 de outubro de 2025 com o a sigla TMC. 



Na Paraíba já teve uma filiada nos inícios do ano 2000 em 93.7Mhz em João Pessoa-PB, hoje Mix FM. 


Fonte: https://pt.wikipedia.org/

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Comparativos scala S-Meters, dBµ versus dBu: intensidade de sinal e intensidade de campo

Em nossos pequenos receptores DSP ultraleves como o Tecsun PL-380 e PL-310, etc. você deve ter notado que o mostrador tem alguns números que variam de acordo com a força do sinal recebido. Ao lado deles estão marcadas as letras "dBµ". Parece algum tipo de medidor de intensidade de campo. O que é isso? Bem, é de fato um indicador da força do sinal. Vamos nos aprofundar no que isso significa e ver como ele está diretamente relacionado ao antigo S-meter, o medidor de intensidade de campo.

O uso que a Tecsun faz de dBµ (um 'u' invertido e engraçado, que é a letra grega µ 'mu', que significa micro, ou um milionésimo) é realmente uma versão abreviada e inadequadamente usada do termo dBµV. Aviso! Você também deve ter visto o termo "dBu" (minúsculo "u") escrito em várias publicações, também associado à intensidade de campo. Refere-se a algo diferente (na verdade, o campo E da onda que passa). certifique-se de não confundir dBµ da Tecsun com dBu!



Do dBµ da Tecsun e alguns aparelhos que se faz uso. Vamos resumir:

dB = decibéis, ou simplesmente uma forma de expressar magnitudes de um valor, como tensão, logaritmicamente

µV = microvolts, ou milionésimos de volt

Conseqüentemente, dBµV é uma tensão expressa em dB acima (ou abaixo) de um microvolt. Isso é medido em uma impedância de carga específica, geralmente 50 ohms. Importante! Aqui temos uma tensão recebida real medida através de uma impedância de carga específica como um circuito sintonizado!

A medida 'dB' ou decibel é uma relação logarítmica, como você deve saber. Em termos de tensão, um aumento de 6 dB é uma duplicação da tensão. Então, se nosso pequeno Tecsun recebe um sinal de 28 dBµ e aumenta para 34 dBµ, a tensão recebida dobrou. Coincidentemente, isso também é um aumento de uma unidade S! Agora estamos chegando a algum lugar.

Vamos traduzir nosso dBµV recebido em tensão recebida real:

dBµV µV (milionésimos de volt)

-------------------------------

 94 50000.0

 84 15810.0

 74 5000,0

 64 1581,0

 54 500,0

 44 158,1

 34 50.0 (o S-9 de antigamente!)

 28 25,0

 22 12,5

 16 6.3

 10 3.2

  4 1.6

 -2 0,8 (menos de 1 µV envia a relação dB para um valor negativo!)

 -8 0,4

-14 0,2


A seguinte fórmula é usada para converter dBµV em milionésimos de volt:

µV = (10 ^ (dBµV/ 20))


Para converter milionésimos de volt de volta à sua representação em decibéis:

dBµV = 20 * Log(µV)

(Log é o logaritmo comum, ou base 10).

Os receptores DSP modernos, como o Tecsun PL-380, 310, etc., que empregam os chips da Silicon Labs, medem e exibem dBµV conforme recebido no front-end sintonizado em uma carga. Eles chamam isso de indicador RSSI. A antena do nosso rádio, a haste de ferrite com núcleo de ferro, é basicamente um concentrador de sinal. Quanto mais longa a haste e, portanto, mais ferrita de ferro, maior a concentração e maior a tensão do sinal transferida para a entrada sintonizada do rádio.

Então, o que exatamente esse chamado indicador dBµ em nossos rádios DSP está nos dizendo?

Há algum tempo, mais de um ano atrás, coloquei essa questão para Scott Willingham, que estava na equipe de projeto dos chips receptores SiLabs DSP usados ​​nesses rádios.

Ele afirmou:

"As leituras RSSI (dBµ) são referidas aos pinos do chip, que são as entradas para o LNA. Nos rádios Tecsun operando na banda MW, esta é também a tensão no loopstick. Nas bandas SW, os ULRs Tecsun use um pré-amplificador/LNA na placa de circuito entre a antena chicote e o Si4734. Nesse caso, as leituras do RSSI refletem o sinal na saída do LNA externo da Tecsun."

Essencialmente para ondas médias, o sinal recebido é medido em microvolts diretamente do loopstick e depois convertido em dBµ, que é decibéis acima de uma base de um microvolt. Lembre-se novamente, dB é apenas uma razão logarítmica. É claro que um PL-380 não vai ler o mesmo dBµ que um PL-310 ou um PL-398, etc., porque as configurações da antena (comprimentos do loopstick, extensão do chicote, eficiência do circuito sintonizado) são diferentes e cada uma induzirá diferentes níveis de tensão recebidos para o rádio.

Uma medida curiosa, sim, mas também há algumas informações significativas aqui na comparação de intensidades de sinal dentro do mesmo rádio, assim como um S-meter fez e, de fato, há uma correlação direta com o S-meter.

O S-meter analógico que os velhos lembram nos receptores antigos era baseado no S-9, indicando um sinal de entrada de 50 µV (microvolt) para o circuito da antena, a uma impedância de carga de 50 ohms. Ou seja, o S-meter lia S-9 se o S-meter do receptor estivesse calibrado corretamente, pois o medidor estava mais abaixo na cadeia IF e geralmente respondia ao nível AGC (controle automático de ganho). Cada unidade S está separada por 6 dB, o que significa que um sinal de leitura S-9 é 6 dB mais forte do que um sinal de leitura S-8. S-9 +10dB é 10 dB maior que S-9, ou uma unidade S mais 4 dB.

O que isto significa? Um sinal S-9 é duas vezes mais forte que um sinal S-8. A tensão recebida é o dobro. Um sinal S-9 é quatro vezes mais forte que um sinal S-7. A tensão recebida é dobrada duas vezes .

Alguma correlação direta pode ser tentada com as leituras dBµ do chip DSP SiLabs usadas nos rádios Tecsun.


Unidade S µV dBµV dBm

----------------------

S9+60dB 50000.0 94 -13

S9+50dB 15810.0 84 -23

S9+40dB 5000.0 74 -33

S9+30dB 1581.0 64 -43

S9+20dB 500,0 54 -53

S9+10dB 158,1 44 -63

S9 50.0 34 -73

S8 25,0 28 -79

S7 12,5 22 -85

S6 6.3 16 -91

S5+4,9dB 5,6 15 -92

S5 3.2 10 -97

S4 1.6 4 -103

S3+1,9dB 1,0 0 -107

S3 0,8 -2 -109

S2 0,4 -8 -115

S1 0,2 -14 -121


Observe as colunas S-unit e dBµV. Como pode ser visto, um sinal de 34 dBµV (novamente, os rádios Tecsun DSP o rotulam dBµ) é essencialmente equivalente a um sinal S-9 na antiga configuração do S-meter. O sinal de 25 dBµ mostrado na figura abaixo representa um sinal intermediário entre S-7 e S-8.

No Tecsun PL-380 (pelo menos a versão que possuo, que registra de 15 dBµ - 63 dBµ), algo em torno de 15 dBµ parece ser o limite de detecção de sinal que se traduz em um pouco abaixo do antigo S-6, em 6,3 microvolts de sinal. Como observado em outro lugar, esses modernos rádios de consumo de drogarias não são tão sensíveis quanto os antigos receptores de comunicação de que nos lembramos. S-6 em um antigo receptor de tubo de vácuo era praticamente uma cópia de "cadeira de braços". É aqui que um loop FSL ou passivo eleva o sinal fraco recebido a níveis semelhantes nos rádios DSP.

Então aí está. Mantenha este gráfico à mão e você pode converter entre as unidades dBµ e S da Tecsun.


NÃO ACABOU VAMOS LÁ: O mistério dBµ vs. dBu: intensidade do sinal versus intensidade do campo?

Acabamos de falar sobre o uso do termo dBµ (letra grega µ 'mu') pela Tecsun em um artigo anterior . Eles o usam como uma medida da intensidade do sinal recebido em seus rádios DSP. Mas há outro dBu ('u' minúsculo desta vez), também uma medida de força, e mais comumente usado. Qual é a diferença?

Primeiro precisamos identificar o primo do dBu, milivolts por metro.

Você pode ter visto o termo mV/m, ou milivolts por metro, usado como medida de intensidade de campo. A unidade comum usada na medição da "força" do campo elétrico é volts por metro, ou V/m. Volts por metro é muito quando estamos lidando com pequenos níveis de sinal recebido, então milivolts por metro 'mV/m' (um milésimo de volt por metro) é normalmente usado. Todos nós já vimos mV/m sendo usado nas especificações de sensibilidade de um receptor ou para representar a força de campo recebida de uma estação a uma determinada distância. Definido, um campo elétrico de 1 mV/m é uma diferença de potencial elétrico de 1 milivolt existente entre dois pontos que estão separados por 1 metro, talvez ao longo de um metro de comprimento de fio ou entre dois planos paralelos colocados no caminho de um sinal. Tecnicamente,

dBu (sim, minúsculo 'u'), na realidade é outra contração imprópria - uma versão abreviada de dBµV/m (aqui está aquela letra grega µ 'mu' novamente). dBµV/m é comumente e geralmente escrito hoje em dia como dBu, usando a letra minúscula 'u'. É o termo usado mundialmente por engenheiros e pela FCC para medir a intensidade do campo elétrico de AM, FM e estações de transmissão de TV em distâncias prescritas. dBu está diretamente relacionado a mV/m (mV/m = 1000 vezes µV/m) e é a representação logarítmica de mV/m.

A confusão continua a existir entre dBµ da Tecsun (sua versão de dBµV) e dBu. Eles são constantemente confundidos como a mesma coisa, embora sejam muito diferentes. Observe, no entanto, que dBµV está, de fato, indiretamente relacionado a mV/m e dBu.

Então, vamos defini-los novamente, de forma concisa:

dBu (letra 'u') de (dBµV/m): a representação em decibel (logarítmico) da tensão do campo elétrico acima ou abaixo de um microvolt por metro.

dBµ (mu 'µ') de (dBµV): a representação em decibel (logarítmico) da tensão acima ou abaixo de um microvolt em uma carga.

Tudo o que você precisa fazer é lembrar de duas coisas:

1. dBu (letra 'u') é na verdade outro nome para dBµV/m, relacionado a mV/m. Tornou-se de uso comum há muitos anos.

2.(mu 'µ') é o encurtamento de dBµV de alguém. Tecsun re-cunhou este.

Importante! Você não pode converter dBµV como mostrado nos rádios DSP para mV/m ou dBu! Os valores não são intercambiáveis. A diferença é encontrada no que é chamado de fator de antena , ou a capacidade (na verdade, eficiência) da antena para converter o campo de passagem em uma tensão elétrica que pode ser recebida pelo processo de detecção. Como cada antena é diferente, cada uma transferirá uma tensão de sinal diferente para a entrada de um rádio. Cada antena (um loopstick de ferrite é uma antena) terá um fator de antena diferente.

Pouco importa se (no momento da recepção) o sinal recebido é finalmente impresso em uma barra ou haste de ferrite, ou um fio longo, ou uma cama de mola, pois o receptor pegará qualquer pequena voltagem induzida e a converterá em áudio inteligível se for é forte o suficiente. Lembre-se, como dito anteriormente, a haste de ferrite com núcleo de ferro é basicamente um concentrador de sinal. Quanto mais longa a haste e, portanto, mais ferrita de ferro, maior a concentração e maior a tensão do sinal, pelo menos até certo ponto.

A FCC oferece uma calculadora de conversão  para converter de mV/m para dBu e vice-versa.

Se você quiser descobrir sozinho, pode usar a seguinte fórmula:

dBu = 20 * Log(mV/m * 1000)

Para reverter o cálculo, convertendo dBu de volta para mV/m:

mV/m = 10 ^ (dBu / 20) / 1000

(Log é o logaritmo comum, ou base 10).

Como, então, medimos milivolts por metro, mV/m?

Milivolts por metro (mV/m) é uma forma de definir a força de campo esperada (ou medida) de uma estação em um local de recepção. A força do campo pode ser medida por um dispositivo projetado especificamente para medir a força da onda que passa. A Potomac Industries fabrica o modelo 4100, um dispositivo que mede a intensidade do campo. Foi o assunto de um post de blog anterior . Fórmulas para calcular a força de campo aproximada também podem ser usadas.

Espero que isso ajude a identificar a diferença entre dBµ e dBu. Já a Relação S/N em dB mede o sinal real relação ao ruído da emissoras nos aparelhos.  



Fonte: http://radio-timetraveller.blogspot.com/



quinta-feira, 23 de março de 2023

TEF 6686-DSP-DX FM Tuner

Um novo receptor vestível apareceu no AlìExpress ano passado  que imediatamente despertou o interesse dos entusiastas do FM DXing: o TEF6686 DSP. 

O mais interessante deste rádio FM são quatro características importantes:

1) Com RDS, o código PI também é exibido, assim como o código PTY, PS, PI e RT e texto de rádio.

2) O TEF 6686 possui um filtro automático de largura de banda. Isso significa que ele se adapta automaticamente ao sinal e à interferência dos canais adjacentes .

3) Exibição do sinal em dbµV

4) Relação sinal-ruído (SNR)

5) Escala de Áudio (VU de Modulação)

O rádio é prático, portátil e, portanto, muito adequado para uso móvel.

Uma separação de 100 KHz de um transmissor VHF vizinho, que também é mais forte, não é um problema. O destinatário é muito seletivo! Minha primeira impressão: um ótimo aparelho por esse preço.


Um vídeo do Youtube do DXPG. Ele o descreve como “um excelente dispositivo, comparável ao Sony XDR-F1HD e Airspy HF+ Discovery com algumas (pequenas) ressalvas. 

O receptor é baseado em um módulo sintonizador (chip) que também foi desenvolvido para auto rádios. Ele permite a recepção pura de ondas longas, médias e curtas, bem como VHF (FM) de 65 a 108 MHz e, portanto, também cobre a banda OIRT que ainda está disponível em alguns países do Leste Europeu.

Alguns módulos TEF6686 são completo, tem ás bandas de OL, AM, OC, FM, VHF e UHF. Os chips 6686 e 6688 e a serie 66xx são feito pela NXP.

Os filtros para FM, as configurações de largura de banda são suportadas: 56/64/72/84/97/114/133/151/168/184/200/217/236/254/287/311 kHz. Para AM, as quatro seguintes as configurações de largura de banda são suportadas: 3/4/6/8 kHz. Outros valores de parâmetros de largura de banda são arredondados para a largura de banda suportada mais próxima

A versão 6688 também suporta HD Radio e DRM1 com um coprocessador externo.


Fonte: https://www.sunshine.it


domingo, 27 de março de 2022

FM DX. Porque não é “só” sobre ouvir rádio.

 

O rádio dexista ou simplesmente dexista se enquadra numa categoria de hobby que

ultrapassa a simples atividade de ligar um aparelho de rádio e assistir a uma determinada

programação regularmente. Não, não é bem assim..Antes de tudo ele é um desbravador, um

“caçador” de transmissões na maioria das vezes distantes. O objetivo aqui é a captação de um sinal

não convencional(DX), tanto faz se se conhece a priori a emissora ou não, lançando de meios e

recursos também não convencionais digamos assim. Outros costumam chamar de exóticos ou até

impressionantes, mas nem tanto (para nós pelo menos..hehe).

Antes de tudo, o dexista é alguém que na maioria das vezes, em algum momento da

vida, teve contato com o rádio, claro, ou alguma experiência que marcou, seja na lembrança de um

parente próximo que tinha o costume de sintonizar emissoras, e nós, ainda pequenos olhávamos

curiosos e atentos, ou então já iniciou na infância a atividade. Lembro bastante de meu pai ouvindo

toda noite notícias internacionais diretamente da Europa ou do Sul do Brasil com aquela

“caixinhas” de pilhas e sem nada mais e eu curioso pensava: como pode isso?

Bem, o sistema de informações mudou completamente nas últimas décadas e com o

advento da internet a concorrência foi massacrante! Pelo menos tem sido... Quem tem menos de 25

anos é um sério candidato a não ser rádio dexista (Será?..)

Mas já que o dexista não é um simples ouvinte de rádio como reportei acima, o que ele

faz então? Por que ele existe ainda? De que se alimenta? Como se reproduzem? (hehe)

Deixando a brincadeira de lado vamos aos pontos:

De repente (ou quase) ligamos o rádio e uma emissora de FM emite seu

prefixo( identificação). Nesse momento o apresentador (locutor) diz estar numa cidade a milhares

de km de você...mas como assim? Aquela rádio foi projetada para transmitir de suas antenas para

um raio de algumas dezenas de km apenas( Isso lá no meio do século passado)..não milhares, o que

houve? Me expliquem!

Como mágica, aquelas ondas geradas pelo transmissor viajaram e foram defletidas ou

rebatidas como queiram naturalmente no espaço a poucas centenas de km sobre nossas cabeças por

um espelho elétrico natural chamado de IONOSFERA e surpreendentemente chegando até nós.

Outra vez, numa noite fria e com tempo calmo, ao ligar o rádio outro locutor no jornal da sua

cidade avisa que está transmitindo a 600km de distância..Outro susto! Para Ondas Curtas e AM tudo

bem mas no caso de FM isso não é comum de jeito nenhum! . Nesse último caso, o comportamento

da atmosfera foi o responsável por levar os sinais tão longe como água em uma tubulação., mais

precisamente na camada baixa chamada de TROPOSFERA onde ocorrem os principais fenômenos

meteorológicos como chuva, neve, ventos etc. Nesses casos falei em SURPRESA, MÁGICA e

SUSTO..certo?...pois bem, essas são as palavras-chave aqui.

Alguém pode já nessa altura do texto falar: “Ouvir uma emissora de longe? Isso eu faço

com facilidade… basta ir na internet.. tem rádio do Japão, da Austrália...Da Finlândia. etc.” e é

verdade.(já me indagaram muito isso)...mas, agora eu volto ao título do texto e digo : Não é só

sobre ouvir rádio...lembram?

Ser DEXISTA é sobre gostar de viajar nas ondas do rádio, estudar seus caminhos e

como se propagam( viajam no ar). É entender que essas ondas saem de uma antena e sofrem

diferentes ações do clima tanto espacial como da superfície da terra, rebatendo, desviando e

entortando até chegar de “surpresa” em nossos lares. Também assim como são lançadas no espaço

por instrumentos especiais chamados de ANTENAS nós precisamos dessas coisas esquisitas para

agarrá-las ou tecnicamente captá-las. Alguns compram-nas..outros com um pouco de conhecimento

de matemática e telecomunicações( calma, não precisa ser um gênio) as constroem. Conhecimento

de Geografia para achar a melhor posição que devem ser colocadas para que tenhamos sucesso na

recepção, a Meteorologia para ajudar na previsão das condições atmosféricas necessárias, e, para

por incrível que pareça, receber as ondas eletromagnéticas “surpreendentes” quando tudo mais

falhar(sim, isso mesmo).. 2 horas sem energia são suficientes para “tudo mais” falhar….menos no

caso do dexista que muitas vezes com um pequeno rádio receptor de pilhas pode ficar dias “ligado”

quando tudo na sua cidade “desligou”.

Mas com tantos conhecimentos básicos envolvidos não acabam com aquela surpresa e

aquele susto que nos alegra no DX já que ele é o que nos move como atividade? A resposta na

minha opinião é NÃO. Os estudos como em qualquer área nos ajudam a sermos mais eficazes e

aproveitar mais o nosso tempo...Afinal temos outros afazeres e nem todo mundo que nos rodeia é

dexista! (os outros são “normais” hehe).

Outra pergunta pertinente: E como fica aquela turma com menos de 25 anos? O hobby

acabará para sempre depois dos quarentões? Ou há outra forma de ser dexista no futuro?

Bom...acho que isso é assunto pra outro texto. Mas deixo a pergunta: Alguém aí quer ser

dexista?

Até mais e bom DX!

George Sampaio Martins

Dr. em Desenvolvimento e Meio Ambiente UFC

Radioamador-PU7MAN

E DEXISTA!